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Publicada em 13/05/2013

Embrapa apresenta distribuição de produtos agroenergéticos no País

Publicação apresenta as regiões em que se concentram as culturas que estão ou podem ser inseridas nas cadeias da bioenergia.

“Cenários territoriais para 15 produtos agroenergéticos” é o título do novo documento técnico lançado pela Embrapa. A publicação apresenta as microrregiões em que se concentram as principais culturas agrícolas que estão ou podem ser inseridas nas cadeias produtiva da bioenergia no Brasil. Com base em fatores históricos e dados coletados nos Censos Agropecuários, os autores traçam cenários de expansão dos cultivos nos próximos cinco anos.

As culturas abordadas no estudo são: cana-de-açúcar, dendê, mamona, soja, babaçu, buriti, pequi, tucumã, amendoim e coco-da-baía, além de produtos da silvicultura (carvão e lenha) e da extração vegetal (carvão, lenha e madeira em tora). Para cada um deles, o documento apresenta o mapa com a distribuição espacial dos conglomerados de produção (“clusters”), a participação dessas regiões no volume de produção nacional e projeções de futuro.

Um dos autores do documento, o pesquisador da Secretaria de Gestão Estratégica da Embrapa Fernando Luís Garagorry, explica que a motivação para estabelecer cenários territoriais para produtos agroenergéticos surgiu de um estudo anterior sobre a concentração espacial e a dinâmica da agricultura brasileira. “A concentração espacial refere-se, em termos simplificados, ao fato de que, para qualquer produto, há uns ‘poucos lugares’ onde ele se concentra”, diz o pesquisador. A dinâmica, por sua vez, é avaliada porque “os produtos agrícolas apresentam notáveis deslocamentos no território nacional”. Nesse sentido, a pesquisa utilizou dados de 1990 a 2009 para projetar cenários nos cinco anos seguintes.

Para Garagorry, identificar territórios onde se tem concentrado parte substancial da produção de determinada cultura e indicar possíveis evoluções dessa distribuição espacial são ações que contribuem para o planejamento de projetos de pesquisa, serviços de crédito e assistência técnica e ações de defesa sanitária, por exemplo.

O estudo também pode ser aplicado nas avaliações de mudanças no uso direto e indireto da terra, um dos principais indicadores de sustentabilidade da cadeia produtiva dos biocombustíveis. É o que ressalta o chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agroenergia, José Manuel Cabral, também autor do documento. Ele destaca ainda que os dados levantados são importantes para análises em que a localização geográfica é fator determinante, tais como necessidade de armazenamento de colheita e estabelecimento de cadeias logísticas de fornecedores de matérias-primas.

Esse tipo de análise ganhar particular importância neste momento em que a biomassa conquista cada vez mais importância como fonte de energia sustentável em todo o mundo. No Brasil, ela é responsável por 30,5% da matriz energética nacional, a frente até mesmo da hidroeletricidade, que responde por 14,7%.

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