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Publicada em 19/04/2013

Sociedade precisa de informações sobre biotecnologia, diz especialista

Diretora executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), Adriana Brondani, ministrou palestra no Seminário Biotecnologia para a Sustentabilidade.

Famasul

O Brasil é líder na adoção de biotecnologia, mas a população ainda se sente insegura em relação ao uso de sementes modificadas geneticamente. O conhecido T das imagens de transgênicos assusta. Estas foram as informações fornecidas pela diretora executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), Adriana Brondani, durante o Seminário Biotecnologia para a Sustentabilidade da Agricultura Brasileira realizado nesta quarta-feira (17), no auditório da Federação da Agricultura e Pecuária do MS (Sistema Famasul).

Em sua palestra, Adriana explica que futuramente este medo dos transgênicos será vencido, do mesmo modo que a fertilização in vitro hoje é vista com normalidade pela sociedade. “Nosso país tem excelentes centros de avaliação tecnológica, sistema regulatório estável, é admirado pelo mundo, mas nós não damos o devido valor”, ressalta a representante do CIB.

Dados apresentados pelo Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA) mostram que em 2012, pelo quarto ano consecutivo, a agricultura brasileira foi a que mais impulsionou o crescimento mundial da área plantada com variedades geneticamente modificadas (GM). O resultado representa elevação de 21% frente 2011, atingindo 36,6 milhões de hectares.

O levantamento indica também o recorde da produção mundial, 170,3 milhões de hectares em 2012, o que representa aumento de 6% frente o ano anterior (160 milhões de hectares).

Segundo Adriana, as questões de seguranças no desenvolvimento de OGMs em relação ao organismo geneticamente doador, à planta receptora, à qualidade nutricional, entre outros pontos.

A palestrante explica que é necessário considerar se a qualidade nutricional do alimento é afetada pela modificação genética introduzida e, caso isto ocorra, é fundamental a apresentação de resultados experimentais. “O tempo para desenvolver uma semente GM leva entre 10 e 15 anos”, argumenta a especialista.