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Publicada em 19/02/2015

Portfólio de soja da Embrapa facilita estratégias de produção

Cultivares serão apresentadas durante a Dinapec, em Campo Grande.

Da Embrapa

A Embrapa apresenta durante Dinapec, de 11 a 13 de março, em Campo Grande (MS), seu portfólio de cultivares de soja para a região meridional do Brasil. Serão demonstradas cultivares de soja transgênicas (BRS 1001IPRO, BRS 359RR, BRS 360RR, BRS 388RR) e convencionais (BRS 284 e BRS 317).

De acordo com o chefe-geral da Embrapa Soja, Jose Renato Bouças Farias, “a Embrapa passou por uma profunda reformulação em seu programa de melhoramento e hoje seu portfólio está completo e com nova arquitetura de plantas” Entre as novidades do programa está a BRS 1001IPRO é a primeira cultivar de soja dessa parceria com a tecnologia Intacta RR2 PRO™. A novidade é indicada para Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Durante o evento, os produtores terão a oportunidade de conhecer também as características da BRS 388RR que é um pré-lançamento e chegará ao mercado na próxima safra. Hoje, tanto a soja convencional como a primeira geração de transgênicos (RR1) são opções viáveis para que o produtor consiga combinar uma boa produção com excelente rentabilidade, pois nos dois segmentos não há pagamento de taxa adicional.

Os pesquisadores da Embrapa também irão apresentar aos visitantes da feira as características BRS 359RR. O pesquisador Arnold Barbosa de Oliveira explica que é uma soja precoce, transgênica, com resistência ao glifosato. “A partir do final de setembro e início de outubro essa soja já pode ser semeada e, consequentemente, poderá ser colhida mais cedo, característica interessante para os produtores que realizam a segunda safra de milho safrinha”, reforça.

Essa cultivar é indicada para o oeste, norte e noroeste do Paraná, o centro-sul e oeste de São Paulo, o sul, centro-sul, sudeste e centro-oeste do Mato Grosso do Sul, sudoeste e sudeste de Goiás, e as regiões do triângulo e alto Paranaíba, em Minas Gerais. Além disso, é uma cultivar competitiva em produtividade, além de ter um pacote sanitário muito bom, sendo resistente às principais doenças. “É também relativamente tolerante ao acamamento e pode ser cultivada em altitudes mais elevadas, respeitando a densidade de semeadura para cada região de indicação”.

Com relação à BRS 360RR, Barbosa de Oliveira diz que é cultivar transgênica com tolerância ao glifosato, apresenta crescimento indeterminado e alto potencial produtivo, com melhor desempenho em áreas com altitudes menores que 600 metros. Sua semeadura antecipada aliada à precocidade favorece a melhor época da segunda safra de milho. É indicada para o oeste e o norte noroeste do Paraná, para o centro sul e oeste de São Paulo e sul, centro-sul e sudoeste do Mato Grosso do Sul. “Em termos fitossanitários é resistente às principais doenças da soja”, destaca.

Cultivar convencional

A BRS 284 tem alta capacidade produtiva, ciclo de maturação precoce, crescimento indeterminado e porte adequado. Essas características, segundo os pesquisadores da Embrapa, permitem a semeadura a partir de 5 de outubro, viabilizando o plantio do milho safrinha em época oportuna. A cultivar é indicada para o Paraná, São Paulo, meio-oeste, serra geral e centro norte de Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Um dos pontos fortes da cultivar é a capacidade produtiva. Em testes de experimentação da Embrapa e da Fundação Meridional, a produtividade da BRS 284 foi 7% superior ao melhor padrão disponível no mercado. Essa cultivar venceu vários concursos práticos de produtividades. Além disso, a BRS 284 apresenta boa sanidade, o que é um diferencial entre os materiais disponíveis no mercado.