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Ciência & Tecnologia

Publicada em 23/01/2015

Pesquisador discute compactação do solo em Giro no Showtec

Rotação de culturas é alternativa para prevenir o problema.

Da Fundação MS

O plantio direto, além de contribuir para a produção de palha e a rotação de culturas, colabora para evitar a compactação de solo, que tem se apresentado como um dos maiores problemas do setor. É o que explica o engenheiro agrônomo e pesquisador da Fundação MS, Douglas de Castilho Gitti, durante o giro tecnológico “Diagnóstico de Compactação do Solo”, durante o segundo dia da 19ª edição do Showtec, em Maracaju.

De acordo com o pesquisador, para avaliar a compactação do solo, são utilizadas algumas tecnologias, como a das trincheiras. “Basta tirar a planta e se ela tiver a raiz principal atrofiada, é um indício muito forte de que aquela área tem problemas”, afirma. Outra forma é analisar através do canivete, que deve ser posicionado e pressionado na terra. “Você sente uma pressão mais forte onde há o problema”, complementa o engenheiro agrônomo.

Já a terceira tecnologia aplicada é um equipamento automatizado para qualificar e quantificar os efeitos da compactação do solo, que é o penetrômetro. “Mas o resultado que temos com ele é apenas um índice. É apenas o diagnóstico da compactação”, ressalta. O pesquisador finaliza dizendo que a melhor forma de reduzir o problema é desenvolver sistema radicular em profundidade, através de consórcio de culturas, como o plantio de pastagens rotacionadas em áreas de produção de grãos.