Canais de Notícia

Ciência & Tecnologia

Publicada em 19/11/2014

Fundação MS continua com apresentações de resultados da safrinha

Pesquisas realizadas pela instituição serão apresentadas em vários municípios.

Da Fundação MS

A Fundação MS prossegue com as apresentações de resultados de pesquisas sobre a safrinha. Nesta semana, as palestras já passaram por Naviraí e Amambai. Já na próxima quinta-feira (20) os pesquisadores estarão em Ponta Porã, para esclarecer dúvidas dos produtores rurais sobre manejo do solo, fertilidade, posicionamento de híbridos de milho e melhores tecnologias a serem aplicadas nas lavouras.

Por meio das apresentações, os produtores serão orientados, ainda, para a tomada de decisão, com recomendações de novas tecnologias que poderão ser utilizadas no próximo ano. “Realizamos esse circuito duas vezes por ano: na safra, em maio; e na safrinha, em novembro”, salienta o diretor executivo da instituição, Renato Roscoe.

A eficácia do uso de fungicidas no combate a doenças como mancha-marrom e a mancha foliar está entre os assuntos abordados. Os principais estudos foram feitos com o incremento de diferentes híbridos de milho, verificando qual o melhor momento de aplicação do recurso. O objetivo é, além de controlar doenças, elevar a produtividade e margens de lucro das lavouras. Este assunto será um dos temas abordados durante as apresentações de resultados de pesquisas sobre a safrinha, no mês de novembro, em 10 municípios de Mato Grosso do Sul.

De acordo com o pesquisador de fitossanidade da Fundação MS, José Fernando Grigolli, o produtor deve se preocupar com o momento ideal de aplicação dos produtos, que pode depender do maquinário disponível na área. “Temos dois períodos chave para a aplicação. O primeiro é com o milho no estágio que chamamos de V8 (quando a planta já está com oito folhas desenvolvidas), e o segundo é no pré-pendoamento (neste estágio, o milho já apresenta um grau maior de desenvolvimento)”, ressalta.

No entanto, isso depende, também, do produto que será utilizado e das condições climáticas durante a condução da lavoura. “Em tese, anos mais chuvosos resultam em mais doenças e, como regra geral, duas aplicações podem resultar em maiores produtividades, enquanto os anos mais secos representam menos doenças e, desta forma, menor necessidade do uso de fungicidas”, explica o pesquisador.

Outro ponto que será debatido é a validação de híbridos de milho, que pode ajudar produtores rurais e consultores a escolherem materiais mais adequados para a próxima safrinha. “Com isso, será possível fazer um ranqueamento e a posição dos materiais nas tabelas. Toda safrinha a gente repete esse trabalho, mantendo os híbridos que já são padrões e os de lançamento”, explica o pesquisador de fitotecnia milho da Fundação MS, André Lourenção.

Em média, cerca de 70 híbridos foram testados em diversas regiões do Estado. Segundo o pesquisador, os resultados das pesquisas facilitam as escolhas do produtor, já que, por meio disso, poderão escolher materiais mais adaptados e ajustados para cada região, possibilitando mais eficiência nos sistemas e maiores produtividades.