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Publicada em 23/10/2014

Odebrecht Agroindustrial prevê para 2016 primeira planta de etanol celulósico

Projeto está sendo desenvolvido em parceria com a dinamarquesa Inbicon.

Anderson Viegas

Relatório Anual da safra 2013/2014 da Odebrecht Agroindustrial, divulgado nesta semana, e que apresenta os indicadores de desempenho econômico, social e ambiental da empresa, bem com as perspectivas para os próximos ciclos, prevê que em 2016 a companhia pode colocar em operação sua primeira usina de etanol celulósico em escala comercial no Brasil.

Segundo a Odebrecht, durante a safra foi concluída a segunda etapa dos testes para comprovar a viabilidade da tecnologia escolhida para produzir o biocombustível de segunda geração. A Empresa enviou amostras de bagaço de cana de suas usinas à sua parceira do projeto, a dinamarquesa Inbicon, para testes na planta de demonstração montada no país.

Conforme a companhia, alguns ajustes foram feitos para essa última etapa de testes. Se for confirmada a competitividade do processo, a Odebrecht Agroindustrial pretende colocar em operação daqui a dois anos a sua primeira planta de processamento de etanol celulósico.

A planta também será integrada a uma usina de primeira geração e terá capacidade de aproximadamente 80 milhões de litros de etanol celulósico por ano. A medida deve aumentar em 30% a produção do biocombustível da empresa, com o uso do bagaço e da palha da cana, aumentando a produtividade ao passo que extrai mais etanol a partir da mesma quantidade de biomassa.

Recursos

Ainda conforme o relatório, durante o ciclo foi aprovado o Programa Etanol 2G da companhia pelo Plano de Apoio Conjunto à Inovação Tecnologia Agrícola no Setor Sucroenergético (Paiss/Finep), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com a liberação da primeira parcela do recurso de subvenção, de um total de R$ 8,6 milhões.