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Publicada em 22/08/2014

Fórum Econômico Mundial e GranBio realizam mesa redonda sobre biotecnologia

Evento foi promovido nesta quinta-feira (21), em São Paulo

Da GranBio

Líderes dos setores público, privado e da sociedade civil se reuniram nesta quinta-feira, em São Paulo, na “Biotech Ecosphere: Mesa Redonda sobre Biotecnologia, Biorrefinarias e Bioenergia,” realizada em conjunto pelo Fórum Econômico Mundial (World Economic Forum) e pela GranBio, empresa brasileira de biotecnologia industrial, para debater oportunidades e desafios que cercam a bioeconomia do País. Os participantes discutiram as reformas necessárias para incentivar investimentos em P&D e inovação, com abordagens para introduzir soluções sustentáveis e ambientalmente seguras.

Representantes de empresas do setor buscaram, principalmente, identificar novos modelos de colaboração entre os setores público e privado e em toda a cadeia de valor para abordar os maiores desafios enfrentados pelo ecossistema de biotecnologia, incluindo investimento limitado de capital, baixa proteção à propriedade intelectual e mudanças nas preferências dos consumidores.

“Precisamos elaborar modelos de colaboração que englobem os desafios de sustentabilidade, mas que também gerem soluções competitivas de preço e lucratividade”, afirma o presidente da GranBio, Bernardo Gradin.

Seguindo esta linha, os participantes fizeram recomendações de políticas executáveis e consistentes para melhorar a competitividade industrial brasileira e revigorar um caminho para o crescimento sustentável, particularmente da indústria bioquímica. As recomendações incluem:

- Evitar reformas na legislação de Propriedade Intelectual (PI) que criem incertezas com relação à redução do período de direitos de PI ou licenças compulsórias como as praticadas em países como a Índia.

- Promover políticas de valor agregado para produtos feitos no Brasil.

- Estabelecer uma política de incentivos à indústria que utilize novas tecnologias para menor uso de energia e água.

- Formular uma Política Sanitária Nacional que inclua reformulação no sistema alimentar, educação básica, serviços médicos preventivos e saneamento básico.

- Implementar reformas fiscais para redução de tributos e nível médio de taxas.

A importância do investimento de capital e em P&D também foi discutida durante o evento. O desenvolvimento da biotecnologia atualmente depende muito de financiamento público, mas governos continuam gastando quantias relativamente baixas em P&D.

Entretanto, há oportunidades, pois a pesquisa e a capacidade de produção continuam crescendo em toda a América Latina e associações setoriais de biotecnologia recém-formadas no Brasil estão ganhando impulso. Para que os esforços em inovação e P&D sejam realmente bem-sucedidos, estruturas de proteção de propriedade intelectual devem ser aprimoradas, pois são necessárias para atrair investimentos privados e estimular a inovação.

Outro tema importante discutido foi a aceleração da produção de energia alternativa no Brasil por meio de biocombustíveis, considerando a abundância de biomassa e o ecossistema energético favorável no País. O Brasil é o segundo maior produtor e exportador de etanol no mundo e, graças à disponibilidade de biomassa, áreas agriculturáveis e recursos hídricos, torna-se possível o desenvolvimento de alimentos e combustível sem que haja competição entre as áreas.

“O Fórum Econômico Mundial, como uma organização imparcial e sem fins lucrativos, comprometida com o progresso econômico e o desenvolvimento social, realmente acredita no poder de iniciar diálogos e ideias entre diferentes participantes. A colaboração entre empresas, setor público e entidades sem fins lucrativos em regiões como o Brasil é crucial para cumprir nossa missão”, diz o diretor de Química e Indústria de Materiais Avançados do Fórum Econômico Mundial, Andrew Hagan.

Representantes de importantes empresas estiveram no evento, como Amyris, Basf, Bayer, BNDES, BP Biofuels, Braskem, CTC, Dow Chemicals, DSM, Dupont, GranBio, Oxyteno, Nike, Petrobras e Solvay.