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Publicada em 07/08/2014

Presença de nematoides em lavouras está ligada ao modelo de produção

Assunto será debatido no 14º Encontro Nacional de Plantio Direto na Palha.

Da assessoria do evento

Para minimizar eventuais perdas em lavouras, é essencial entender sobre os nematoides e seu manejo. Dependendo do modelo de produção utilizado, a incidência desses pequenos vermes nas plantações pode deixar a produção mais vulnerável a prejuízos. Isso ocorre porque algumas espécies, as chamadas “fitoparasitas”, alimentam-se justamente das raízes das plantas. Quem faz o alerta sobre esse problema é o engenheiro agrônomo, pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Guilherme Asmus, que vai ministrar palestra durante o 14º Encontro Nacional de Plantio Direto na Palha.

De acordo com o pesquisador, a rotação e a sucessão de culturas tem papel fundamental no aumento ou diminuição da população de nematoides no solo. Sistemas ou modelos de produção que alterem as condições físicas, químicas ou biológicas do solo, exercem mudanças na dinâmica das populações de nematoides. “O milho, por exemplo, era usado em rotação e agora passou a ser usado na safrinha. É importante que o produtor utilize um modelo de produção que não permita a evolução dos nematoides”, explica.

As principais espécies de nematoides observadas em Mato Grosso do Sul são os nematoides de galhas (Meloidogyne javanica), nematoide de cisto da soja (Heterodera glycines) e o nematoide reniforme (Rotylenchulus reniformis). Segundo o pesquisador, os plantios mais prejudicados por estas espécies são os de soja, algodão e feijão. Ele alerta, ainda, que algumas dificuldades nas lavouras podem confundir o produtor rural. “Muitas vezes pensam que é um problema ligado à fertilidade, quando na verdade se trata de um nematoide”.

Outro fator que pode contribuir para o aumento de nematoides são as condições do solo utilizado para o plantio. “A quantidade e a qualidade da matéria orgânica, a textura, a fertilidade química, densidade do solo, entre outros fatores, são determinantes”, ressalta o especialista.

Para minimizar os danos que esses pequenos vermes podem causas, o produtor pode tomar algumas medidas, como o uso de espécies de plantas resistentes ou tolerantes, além da prática da rotação de culturas. “Além disso, há outros fatores que contribuem para o manejo de áreas infestadas, tais como, o aumento do teor de matéria orgânica, descompactação do solo e zoneamento agrícola”, enfatiza.