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Publicada em 16/05/2014

Expansão das fronteiras agrícolas é debatida em workshop

Evento foi promovido nesta semana em Dourados.

Da assessoria

O melhoramento de plantas foi o tema do primeiro Workshop sobre Melhoramento Vegetal para o Cerrado Brasileiro com foco em soja, cana-de-açúcar, milho e forrageiras, realizado nesta semana, de 13 a 15 de maio, na UFGD, Dourados, MS.

Foram debatidos assuntos como "Melhoramento de forrageiras tropicais", “Biologia molecular no melhoramento de plantas forrageiras”, “Programa de melhoramento genético da cana-de-açúcar” e “Uso de novas tecnologias na obtenção de milho safrinha mais competitivo”.

O melhorista - neste caso, o pesquisador que trabalha com melhoramento genético de plantas - tem entre seus objetivos obter cultivares que tenham alta qualidade e performance, que sejam plenamente adaptadas a determinados ambientes, e resistentes ao estresse ambiental, às doenças e às pragas.

A coordenadora do evento e pesquisadora da UFGD, Liliam Silvia Candido, que esse evento foi o pontapé inicial para mais encontros e discussões para Mato Grosso do Sul. "Sempre existiu a necessidade de um evento como este para discutir as cultivares mais adaptadas e mais produtivas e também para formação de novos melhoristas", lembrando que durante os três dias de evento estiveram presentes também estudantes, de graduação e pós-graduação, além dos professores e pesquisadores da área.

"Mato Grosso do Sul tem aptidão natural para pecuária e agricultura. E o trabalho dos melhoristas contribuem de maneia efetiva para agropecuária nacional", enfatizou Liliam. "No prato dos brasileiros há uma boa pitada dos trabalhos dos melhoristas", completou o chefe geral da Embrapa Agropecuária Oeste, Guilherme Lafourcade Asmus. "Temos confiança no trabalho de todos para atender a demanda futura da sociedade moderna por mais alimentos e com qualidade", afirmou Asmus.

Maurício Koji Saito, presidente da Aprosoja MS, lembra que os resultados de pesquisa de diversas instituições levaram ao incremento de 125% na produção de milho nos últimos cinco anos no Estado. "Eventos como este dão oportunidade de utilizarmos esse conhecimento da pesquisa e fazer chegar até o produtor rural e à mesa dos brasileiros", destacou Saito.

Representando o reitor da UFGD, Luiz Carlos Ferreira, diretor da Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade, disse que os avanços na agropecuária para o Cerrado teve e ainda tem influência na agropecuária mundial. "E tenho certeza que podemos avançar mais".

Um dos palestrantes, o professor Magno Antonio Patto Ramalho, da UFLA (Lavras, MS), ressaltou que o trabalho dos melhoristas ao longo dos últimos 40 anos é surpreendente: "É mais fácil produzir em climas temperados. O inverno é o melhor clima que um melhorista pode encontrar. Mas em áreas quentes, os patógenos e as pragas encontram condições adequadas para se desenvolver. E o Brasil, com seus trabalhos de pesquisa fez e faz um trabalho formidável: a agricultura tropical sob condições de estresse", relatou.

Neste sentido, Ramalho ressalta que o desafio atual para os melhoristas é trabalhar em condições de estresses de ambiente, como fertilidade baixa e temperaturas variáveis.

Outro aspecto levantado por Ramalho é que, mesmo com as intempéries, a agricultura brasileira cresce, em média, 4% ano, enquanto a americana cerca de 2%. "Isso mostra que temos tecnologia, e que está tecnologia chega até os produtores. Hoje, precisamos de jovens também persistentes e que queiram contribuir com o futuro da sociedade", concluiu.