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Ciência & Tecnologia

Publicada em 30/04/2014

Beckhauser conquista patente para o box de atordoamento com contenção

Reconhecimento do INPI garante exclusividade de fabricação e comercialização.

Da assessoria

Precursora na criação do primeiro equipamento de contenção animal para abate humanitário no Brasil, a Beckhauser conquistou junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) a patente para o seu Box de Atordoamento, utilizado em unidades frigoríficas. Com o reconhecimento da autarquia federal, que é vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o produto da linha industrial, a partir de agora, é de exclusiva fabricação e comercialização da marca.

Com o mercado consumidor cada vez mais exigente quanto à segurança alimentar e ao respeito ao bem-estar animal, muitos frigoríficos têm implantado o equipamento, que foi desenvolvido especialmente para garantir a eficácia do atordoamento.

O Box de Atordoamento Beckhauser, que hoje está presente na maior parte das plantas frigoríficas exportadoras do Brasil, facilita a ação precisa do operador, reduz o risco de lesões de carcaça e minimiza o sofrimento do animal e o desgaste do trabalhador.

“Além de permitir o atendimento de exigências dos padrões de auditorias internacionais, o Box Beckhauser gera benefícios também na produtividade, reduzindo o impacto do gargalo na produção”, afirma o presidente da empresa, José Carlos Beckheuser.

Segundo os critérios recomendados pelo American Meat Institute (AMI) – maior associação comercial e mais antiga representação da carne dos EUA e adotado por diferentes compradores, a eficácia no atordoamento com apenas um disparo pneumático, deve ser superior a 95%. Um estudo do Etco (Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal, da Unesp – Jaboticabal, SP) comprovou que o índice do Box de Atordoamento da Beckhauser é, até mesmo, superior ao exigido, enquanto que a eficácia de atordoamento do box convencional avaliado na pesquisa chega a apenas 84%. Outros percentuais exigidos são que os escorregões devem ser menores que 3% e o uso de choque inferior a 25%.

O estudo do Etco com o Box automatizado da Beckhauser identificou redução na movimentação da cabeça dos animais em comparação com o convencional, o que facilita a atuação do operador. Com a contenção bem feita, o índice de atordoamento aumenta, melhorando a taxa de abate por minuto.

Focado na preservação do bem-estar animal, o equipamento contribui para minimizar o estresse da rês – o que, por sua vez, impacta na qualidade da carne, já que o estresse, pela produção de hormônios que provoca, interfere no processo de transformação do músculo em carne, deixando-a mais dura, escura e seca.

Além disso, a rês devidamente contida não encontra espaço para se debater no interior do box e tem sua queda minimizada pela contenção da parede móvel, o que gera uma redução de hematomas e contusões, impactando diretamente na qualidade da carne.

A segurança para o operador também é privilegiada pelo equipamento, que proporciona menor desgaste físico e reduz significativamente o risco de acidentes.

Como funciona

Quando o animal entra no box, um dispositivo com movimento similar ao do trapézio o conduz para frente e uma parede móvel faz a imobilização do seu corpo. A pescoceira e uma peça em forma de bandeja, que se eleva evitando que o animal abaixe a cabeça, reduzem a movimentação do pescoço da rês, assegurando que o operador possa fazer o atordoamento de forma segura e precisa, e com o mínimo de estresse ao animal.

O portão de entrada em duas folhas evita que mais de um animal entre no box ao mesmo tempo, e o piso antiderrapante reduz o risco de queda dos animais. A contenção também faz com que, após o atordoamento, a queda do animal seja suave e não cause hematomas na carne, possibilitando o maior aproveitamento da carcaça.

Toda essa estrutura é automatizada e pode ser operada por uma única pessoa, a partir de um painel de controle.