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Ciência & Tecnologia

Publicada em 28/04/2014

Proposta do Mais Inovação II é levar tecnologia para o campo

Até 2015, mais de 200 propriedades farão parte do programa.

Da assessoria

O Sindicato Rural de Três Lagoas, juntamente com a parceria com o Sistema Famasul, Senar, Funar, Aprosoja e Sindicatos Rurais envolvidos no programa Mais Inovação, realizou uma reunião com os produtores rurais de Três Lagoas, para apresentar os resultados da primeira etapa do projeto. Participaram da reunião, a coordenadora Mariana Urt e o responsável técnico Delaor Vilela.

Em Três Lagoas, 15 fazendas participaram do programa na sua primeira etapa e segundo o presidente do Sindicato Rural, Pascoal Secco, as melhoras foram visíveis. “ Eu mesmo faz dois anos que venho participando e estou tendo ótimos resultados. Temos que aproveitar essa tecnologia, independente do tamanho da fazenda. Fazemos pouco, mas bem feito”, ressalta Pascoal.

Na ocasião, o presidente complementa e mostra os resultados já alcançados. “Onde eu colocava apenas duas cabeças de gado, hoje eu coloco 10. O manejo também foi fundamental. Pretendo dar sequência e participar da segunda etapa. O Sindicato está buscando mais fazendas para participarem do Mais Inovação”, finaliza.

A coordenadora, Mariana Urt, explicou sobre o programa e disse que “o objetivo do Mais Inovação, além de inserir tecnologia nas propriedades rurais de Mato Grosso do Sul, alerta o produtor rural sobre as técnicas de um melhor aprimoramento nas pastagens degradadas e a melhoria do processo produtivo, com reflexos econômicos, sociais e ambientais”.

Segunda fase

Com os ótimos resultados alcançados na primeira fase do programa, irá iniciar o Mais Inovação II. Para Mariana, “depois das etapas de implantação e inovação, criamos mais essa etapa e vamos trabalhar com o produtor rural por 24 meses. Iremos levar as novas tecnologias nas propriedades e também boas práticas de agropecuária, o BPA. Outro fator que iremos abordar é a boa prática de gestão. O produtor rural que não sabe fazer com que a sua empresa tenha uma ótima rentabilidade, não consegue fazer gestão”, finaliza.

O engenheiro Agrônomo, Delaor Vilela, explicou sobre as etapas do Mais Inovação II e disse que “será feito um diagnóstico da unidade de produção, de início. Logo na sequência, a elaboração do projeto técnico, ratificação e/ou retificação do projeto junto a Embrapa Gado de Corte ou Fundação MS; validação do projeto junto aos produtores rurais, entrega do projeto aos produtores, aplicação da lista de verificações com elaboração do relatório do perfil de entrada da propriedade, recomendações para o atendimento dos itens não conformes na lista de verificação do programa de boas práticas agropecuárias; consultorias/execução das ações descritas no projeto, consolidação e apresentação dos resultados às entidades participantes e aos produtores rurais, análise e verificação da propriedade rural de acordo com a lista de verificação do BPA com elaboração do relatório do perfil de saúde da propriedade”.

Rentabilidade

Outro fator muito abordado foi de como conseguir levar tecnologia para as fazendas e obter rentabilidade nas ações desenvolvidas. Para o responsável técnico, “quando falamos em pastagens, precisamos saber que temos que buscar essa rentabilidade. A pecuária ainda é rentável sim, só que temos que investir. Não podemos renovar as pastagens de 20 em 20 anos. Temos que fazer isso anualmente ou de 2 em 2 anos”, reforça.

Todo o trabalho realizado pela equipe do Programa Mais Inovação, obedece o novo código florestal e também incentiva a diversificação da produção. Segundo os responsáveis técnicos, o objetivo do programa, até o ano de 2015, é alcançar 225 propriedades.

Para participar do Mais Inovação, o produtor rural deve ter capacidade de investimentos, recursos próprios ou financiamento; tamanho da área: 50 ha ou 10% da área; disponibilizar área para visitas técnicas; aceitar orientações técnicas e gerenciais de inovação; após validação do projeto, realizar exclusivamente as ações previstas, não sendo admitida qualquer alteração e o investimento de contrapartida financeira de R$ 1.500,00 não será devolvido em nenhuma hipótese após assinatura do termo de adesão.