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Publicada em 19/02/2014

Finep e BNDES abrem espaço para a inovação no setor sucroenergético

No total, serão disponibilizados R$ 1,48 bilhão para o período 2014-2018.

Da assessoria

A Finep – Inovação e Pesquisa – e o BNDES lançaram nesta segunda-feira (17) o Plano de Apoio Conjunto à Inovação Tecnológica Agrícola no Setor Sucroenergético, o PAISS Agrícola. O programa tem como objetivo elevar os investimentos em projetos de risco tecnológico e fortalecer as relações entre empresas e setor público. O evento foi realizado na sede da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), em São Paulo, e contou com a participação dos presidentes Glauco Arbix, da Finep, Luciano Coutinho, do BNDES, Elizabeth Farina, da Unica, e do ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp.

No total, serão disponibilizados R$ 1,48 bilhão para o período 2014-2018. O orçamento prevê R$ 1,4 bilhão em financiamentos reembolsáveis, o que incluem todas as linhas de crédito de Finep e BNDES, além de instrumentos de renda variável de ambas as instituições. O PAISS Agrícola ainda disponibilizará R$ 80 milhões de recursos não reembolsáveis, sendo R$ 40 milhões por meio do Fundo Tecnológico – BNDES Funtec e R$ 40 milhões de subvenção econômica pela Finep.

"O desenvolvimento da tecnologia sucroalcooleira é fundamental para darmos saltos na produção. O PAISS Agrícola tem um processo simplificado, com duração de quatro meses, sem a necessidade de envio de documentação física", afirmou Glauco Arbix, presidente da Finep. Os primeiros desembolsos serão liberados ainda em 2014.

Luciano Coutinho, presidente do BNDES, ressaltou que é preciso olhar para frente e acelerar um processo de mudanças no setor de etanol. "A produção de etanol da primeira geração já está otimizada, o próximo passo é introduzir a cana transgênica na produção agrícola para conseguirmos aumentar a produtividade. Vale lembrar que a cana é a segunda maior fonte de energia primária e a primeira renovável no país", disse.

O PAISS Agrícola pretende impulsionar o setor, coordenar as ações de fomento à inovação e aprimorar a integração dos instrumentos disponíveis para o financiamento de projetos.

A presidente da Unica, Elizabeth Farina, abordou as dificuldades econômico-financeiras do setor e como o quadro deve ser revertido. "É preciso corrigir a política de preços de combustíveis, retomando a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) dos combustíveis e valorizando o etanol como matriz energética. Ações como o PAISS Agrícola tornam possível o investimento em inovação, a retomada de ganhos em produtividade e a redução de custos", ressaltou ela.

Serão apoiados pelo programa planos de negócios de inovação que se destinem a cadeias produtivas da cana-de-açúcar e de outras culturas energéticas compatíveis, complementares e/ou consorciáveis com o sistema agroindustrial da cana-de-açúcar, desde que inseridas em uma das cinco linhas temáticas fixadas.

A primeira linha inclui novas variedades de cana, sobretudo aquelas voltadas aos ambientes de produção das regiões de fronteira, mais adequadas à mecanização agrícola; a segunda para máquinas e implementos para o plantio e/ou colheita; a terceira focará os sistemas integrados de manejo, planejamento e de controle da produção. A quarta linha engloba técnicas mais ágeis e eficientes de propagação de mudas e dispositivos biotecnológicos inovadores para o plantio. A quinta linha será para projetos que contemplem a adaptação de sistemas industriais para culturas energéticas compatíveis, complementares e/ou consorciáveis com o sistema agroindustrial do etanol produzido a partir da cana-de-açúcar.