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Publicada em 07/02/2014

Eldorado Brasil otimiza colheita e integra campo e fábrica

Inovadora e visionária, indústria de celulose conecta floresta e produção com escritórios itinerantes altamente tecnológicos.

Da assessoria

A Eldorado Brasil, maior e mais moderna indústria de celulose do mundo, não para de inovar em processos e iniciativas. Para acompanhar de perto as colheitas diárias de eucaliptos para produção da celulose, a Empresa implantou um sistema móvel que otimiza o trabalho florestal e conecta, em tempo real, a equipe de campo com a base na fábrica instalada em Três Lagoas (MS).

Para colher cerca de 64 mil árvores por dia, a Eldorado conta com cinco módulos móveis que funcionam como escritórios itinerantes. Na parte administrativa, os veículos altamente equipados contam com computadores para contabilizar a colheita e enviar dados para fábrica, espaço para reuniões de equipe e arquivos com mapas e planos de colheita para cada fazenda. Na parte operacional, a base dispõe de um almoxarifado, que possui equipamentos de gestão e peças de reposição que garantem melhor taxa de utilização dos materiais e permite que reparos aconteçam de maneira rápida e eficaz.

“Por mais que as florestas sejam próximas à fábrica, a opção pelos módulos móveis trouxe tecnologia para o campo. Com os relatórios diários, conseguimos estar em constante contato com a indústria para que a colheita siga o mesmo ritmo da produção, permitindo que não haja excedentes, nem falte madeira para garantirmos o estoque mínimo necessário para o abastecimento da fábrica”, explica o coordenador de Colheita em Mato Grosso do Sul, Eurico Morais.

Do ponto de vista mecânico, a oficina itinerante também otimiza os processos. No lugar de a equipe parar para aguardar reparo ou peças que precisam de substituição, os mecânicos avaliam diariamente os equipamentos e programam as reposições de maneira que apenas um carro se desloque para a reposição de peças de forma programada e assertiva.

“O trabalho florestal é essencial para produção da celulose. Com o almoxarifado acompanhando a colheita, temos sempre peças de maior consumo em estoque, o que permite rápidos reparos e melhora a eficiência tanto da equipe de mecânicos quanto dos operadores. Com isso conseguimos um melhor percentual de horas disponível e por consequência menor custo unitário”, completa Eurico.

Entre operadores, mecânicos e equipe de apoio, cerca de 80 funcionários trabalham em cada módulo. As bases se movimentam a cada 500 hectares de área a ser colhida, mudança que ocorre em média a cada 40 dias. “A colheita funciona em dois turnos, ou seja, funcionários se revezam em 17,6 horas por dia, sete dias da semana para produzir a capacidade nominal de celulose da Eldorado”, revela.

“E isso só é possível porque, além de usarmos tecnologia de ponta, todos os funcionários envolvidos foram treinados e são acompanhados de perto por especialistas em campo”, acrescenta o supervisor de Colheita responsável pelo Módulo 01, Leandro Morales, que há dez anos trabalha na área e está na Eldorado desde setembro de 2011.

“Quando fui contratado para operar os equipamentos de colheita, passei por vários treinamentos teóricos e práticos. Mesmo após começar a operar no campo, sou acompanhado por um gestor que me orienta e auxilia todo momento inclusive contamos com uma unidade móvel de treinamento, e essa base age como centro de treinamento próprio para formação e aperfeiçoamento de operadores o que além de melhorar a mão de obra local, ainda garante a alta performance da equipe”, comenta o operador Marcos Antônio de Oliveira, que trabalha na Eldorado há um ano e dois meses.

Para o assistente administrativo do Módulo 01, Gleison Gonçalves, a comunicação de dados e o sistema de gestão são essenciais para os excelentes resultados conquistados no primeiro ano de operação. “A utilização desses módulos é de extrema importância para a Eldorado, pois garante a competitividade e excelência do produto final” afirma.