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Publicada em 20/11/2013

DuPont apresenta enzinas para conversão de milho em etanol

Com uma 1 tonelada de milho é possível produzir de 380 a 400 litros de etanol.

Do CanaNews com informações da assessoria

A DuPont está colocando a disposição do mercado brasileiro um amplo portfólio de enzimas para a quebra e fermentação do milho para a produção de etanol. Por meio de sua divisão de biociências industriais, a empresa desenvolveu expertise neste processo nos Estados Unidos, que lidera a produção mundial de biocombustível a partir do cereal.

“Temos experiência e tecnologia capaz de potencializar esse crescimento no país”, declara Eliane Contini, diretora da unidade de Biociências Industriais da DuPont América Latina. Atualmente, a empresa possui enzimas que aceleram o processo de produção do combustível com baixo consumo de energia, melhorando a produtividade. “Nossa atuação no mercado norte-americano trouxe uma experiência importante, que foi decisivo para aprimorar as nossas enzimas”, destaca a executiva.

Segundo dados da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja), o processo de produção de etanol de milho transforma 1 tonelada de milho em 220 quilos de DDGs (concentrado proteico), 380 a 400 litros de etanol e 18 litros de óleo degomado, produtos estes que dão um faturamento superior a R$ 700 a tonelada, R$ 250% a mais, na comparação com os R$ 200 faturados com a venda do milho in natura.

Processo atual de fermentação

Atualmente, a DuPont oferece para o mercado brasileiro de etanol de milho enzimas com elevado desempenho e que proporcionam baixo consumo de energia ao longo do processo de fermentação do amido. O resultado está associado com o avanço dessa tecnologia, que permitiu a exclusão de algumas etapas do processo de produção.

Na operação tradicional, a produção do etanol de milho alcançava a temperatura média de 105ºC e contemplava etapas de injeção de vapor na solução de amido, proporcionando uma mistura melhor para a fermentação. Hoje, as enzimas proporcionam uma redução significativa no consumo de energia, resultado que foi possível graças à melhor performance do processo enzimático e que levou à exclusão de duas etapas do processo de produção: injeção direta de vapor de água (Jet Cooker) e tanque de sacarificação.

“Com as novas enzimas, conseguimos reduzir a temperatura para 80ºC – 85ºC, levando à exclusão de alguns processos. Dessa forma, tornamos a produção mais ágil e rentável”, explica João Marcelo Occhiucci, representante de Vendas da divisão de Biociências Industriais para a DuPont América Latina. Segundo o executivo, a DuPont já trabalha em uma nova geração de enzimas que em um futuro próximo reduzirá ainda mais a temperatura do processo de produção.