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Ciência & Tecnologia

Publicada em 14/10/2013

Pesquisador do IAC da área de cana-de-açúcar recebe prêmio

Marcos Guimarães de Andrade Landell, irá receber, neste 21 de outubro, em São Paulo, o Prêmio Mastercana 2013

IAC

Líder do Programa Cana IAC, referência em conhecimento na área da canavicultura e empreendedor, o pesquisador do Instituto Agronômico (IAC), Marcos Guimarães de Andrade Landell, irá receber, neste 21 de outubro, em São Paulo, o Prêmio Mastercana 2013 de distinção aos Melhores do Ano no Setor Sucroenergético na categoria “Mais Influentes do setor”. É a terceira vez que Landell é agraciado com este prêmio, já recebido em 2009 e 2011.

Há 30 anos no IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Landell está à frente da equipe de pesquisadores e técnicos responsáveis pelo desenvolvimento de 21 cultivares de cana para o setor sucroenergético e de uma cultivar para uso forrageiro. Além das variedades, o IAC gera também eficientes pacotes tecnológicos, que têm levado a competitividade da canavicultura paulista a outros Estados brasileiros e ao exterior.

Apaixonado pelo trabalho e genuinamente motivador, Landell tem uma equipe disposta e competente. A cada reconhecimento dos resultados, apressa-se em ressaltar que os frutos vêm da dedicação de todos. “Se não contasse com uma equipe de excelência e comprometida como a que temos, pouco conseguiria realizar. Portanto, o mérito não é unicamente meu, mas do grupo que me acompanha e representa tão bem a nossa Instituição pelo Brasil inteiro”, diz. O Programa Cana IAC conta com 105 profissionais sediados em Ribeirão Preto, mas que rodam 11 Estados brasileiros na missão de levar tecnologias paulistas para outras regiões. “São pessoas comprometidas com nosso ideal de trabalho diferenciado na ciência nacional e na economia deste País”.

No mês de setembro, o IAC, por meio do seu Centro de Cana, dirigido por Landell, ficou entre os três finalistas regionais do Prêmio FINEP de Inovação 2013, um dos mais importantes e pioneiros instrumentos de estímulo e reconhecimento à inovação no País. O resultado foi divulgado no dia 24 de setembro, pela Agência Brasileira de Inovação (FINEP).

O IAC foi indicado na categoria Instituição de Ciência e Tecnologia, na região Sudeste, ficando com a segunda posição. O primeiro lugar foi para o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) e o terceiro lugar no Sudeste ficou com a Universidade Federal de Minas Gerais -Departamento de Química. “O diferencial do nosso trabalho, reconhecido nesta seleção da FINEP, está relacionado à ampla rede de parceiros que temos junto ao setor, à credibilidade que conquistamos com o fomento nacional e ao apoio que recebemos do nosso Estado”, disse Landell na ocasião.

Sob a gestão de Landell, o Centro de Cana tem se modernizado constantemente com o apoio do Governo, do setor e de agência de fomento. A estrutura inclui Estação de Hibridação na Bahia – referência no Brasil e no mundo —, destinada à campanha de hibridação. A Estação amplia as possibilidades de cruzamentos e de obtenção de perfis de plantas desejados para a canavicultura moderna. Conta ainda com Câmara de Fotoperíodo para Florescimento da Cana, a primeira do Brasil, estrutura que permite antecipar em 90 dias o florescimento da planta.

O Centro de Cana do IAC foi a instituição escolhida no Brasil para acolher uma coleção mundial de cana, a terceira no mundo. As outras duas estão na Índia e nos Estados Unidos. Entretanto, a primeira oferece restrições de utilização. A americana sofre com catástrofes naturais. A instalação que será feita no IAC, em Ribeirão Preto, será aberta a todos os programas de melhoramento.

Perfil

Nascido em Campinas, Marcos Guimarães de Andrade Landell vê seu trabalho florescer em quase todo o Brasil. Após três décadas de pesquisas com cana, o pesquisador se surpreende com a receptividade e o respeito manifestados dentro e fora do País.

Landell cursou agronomia na UNESP-Jaboticabal, onde fez também mestrado e doutorado. A vida profissional começou no IAC em 1982. “Tive a oportunidade de ser treinado por pesquisadores renomados”, lembra. No final da década de 80, seguiu para Ribeirão Preto, época em que a cidade estava se tornando o centro da principal região canavieira do Brasil, e iniciou um projeto de seleção regional de variedades de cana para a agroindústria. No início dos anos 90, coordenava o trabalho que levaria a um novo desenho para pesquisa sobre cana dentro do Instituto. “Um organismo tão antigo como o IAC precisa de releituras para não ficar obsoleto”, comenta.

Atualmente, o Instituto tem uma rede de pesquisa com atuação em diferentes regiões brasileiras, com o objetivo de colaborar com a transformação do etanol em commodity. Experiente, porém com a motivação de um iniciante, Landell trabalha exaustivamente no presente com olhos para o futuro. “Agradeço acima de tudo a Deus, que tem me inspirado e me fortalecido no meu caminhar diário”, diz o cientista admirado no universo da ciência e do setor sucroalcooleiro por sua competência impar e habilidade para não perder seus valores em meio às tribulações do cotidiano.

Landell foi homenageado também com o prêmio “Profissionais do Ano”, na categoria Engenheiro Agrônomo do ano 2009, oferecido pelaAssociação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto (AEAARP). Em outubro de 2009 veio outro reconhecimento do trabalho: o Programa Cana IAC foi agraciado com o Prêmio Mastercana, na área de Tecnologia.