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Publicada em 28/08/2013

Sucessão no agronegócio deve priorizar a profissionalização, diz consultor

Domingos Ricca ministrou palestra sobre o assunto em Chapadão do Sul nesta terça.

Famasul

A passagem de pai para filho de uma empresa relacionada ao agronegócio, ou qualquer outro segmento, deve estar atrelada à profissionalização dos sucessores. Mas não bastam técnicas, é preciso interesse para que se impeça o fracasso da empresa. A informação é do consultor especializado em empresas familiares, Domingos Ricca, que durante o Circuito Aprosoja, em Chapadão do Sul nesta terça-feira (27), orientou cerca de 200 agricultores com sua palestra “Sucessão familiar”relacionada às propriedades produtoras de grãos de Mato Grosso do Sul.

Palavra, perseverança, carisma e cultura são os quatro pilares que garantem uma sucessão familiar de sucesso no agronegócio, de acordo com Ricca. “A palavra está ligada à credibilidade do sucessor, a perseverança remete aos esforços que terá com o desenvolvimento da empresa, e cultura se relaciona com a postura adotada no ramo profissional”, enfatizou o palestrante ao destacar que carisma e liderança como as únicas características que o fundador de uma empresa rural, não consegue transmitir aos seus herdeiros.

“Sucessão familiar em empresas agropecuárias é um tema delicado de se tratar. Nem todos os filhos de agricultores e pecuaristas apresentam aptidão para atividade e para outros falta disposição. É preciso cautela, interesse e preparo técnico para que se concretize uma sucessão otimista”, afirmou o presidente da Aprosoja/MS, Almir Dalpasquale.

Além da palestra relacionada à sucessão familiar, os agricultores também participaram de debates relacionados ao Programa Soja Plus, que beneficiará cerca de 500 produtores rurais de 15 municípios de Mato Grosso do Sul, com assistência técnica gratuita e instruções teóricas. Os temas também serão apresentados aos sojicultores de São Gabriel do Oeste, nesta quinta-feira (28), durante o Circuito Aprosoja.