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Publicada em 28/08/2013

Consumo de pescado cresce no Brasil, aponta pesquisador

De acordo com dados do Ministério da Pesca e Aquicultura, o brasileiro consome hoje cerca de 9 kg de pescado por ano.

Embrapa

“A ideia de que o brasileiro não come peixe está caindo por terra”. É o que pensa o pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura, Eric Routledge. Segundo ele, o consumo de peixe no Brasil está aumentando e as famílias têm maior poder aquisitivo para comer mais pescado. De acordo com dados do Ministério da Pesca e Aquicultura, o brasileiro consome hoje cerca de 9 kg de pescado por ano, o que de acordo com o pesquisador, ainda é inferior do que a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) recomenda, que é de 12kg por pessoa.

Em entrevista ao programa Conexão Ciência nessa terça-feira (27), Routledge afirmou que apesar de o Brasil ter perdido alguns “bondes” e de não ter encarado a aquicultura de forma mais estratégica, nos últimos 10 e 20 anos o cenário mudou. “Com as políticas públicas que se estabeleceram principalmente a partir de 2002 e 2003, a aquicultura está ganhando outro rumo, o que torna possível se pensar que realmente o Brasil pode ser um grande produtor de pescado”, explicou.

Para se tornar uma superpotência em aquicultura, segundo ele, o Brasil tem que desenvolver expertises a exemplo do que aconteceu em outras cadeias produtivas animais como suínos, frangos e bovinos. “Precisamos desenvolver primeiro uma matriz genética. Trabalhar com a parte de melhoramento genético foi o caminho para desenvolver bastante os outros segmentos e vamos ter que fazer a mesma coisa na aquicultura”, afirmou.

Outra contribuição da pesquisa para impulsionar o setor diz respeito à parte de nutrição. Routledge comentou que é necessário desenvolver rações mais sustentáveis que minimizem o impacto ambiental. “Levamos vantagem porque grande parte dos componentes para uma ração para peixe nós temos aqui no Brasil em grande quantidade. O que falta é desenvolver e descobrir os requerimentos nutricionais das diferentes espécies que estamos elegendo para aquicultura nacional como prioridade”, ressaltou.