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Publicada em 09/07/2013

MS tem dois portos estruturas para escoar safra de grãos

Famasul vai fazer estudo sobre uso das hidrovias para escoar produção de grãos.

Dois portos de Mato Grosso do Sul estão estruturados para o escoamento dos grãos produzidos na região, um localizado no município de Ladário e outro em Porto Murtinho. Evidenciando essas informações, empresários e representantes do agronegócio se reuniram na Federação da Agricultura e Pecuária (Sistema Famasul), com o objetivo apresentar soluções para o gargalo logístico nas estradas, incentivando a movimentação das commodities pelas hidrovias.

De acordo com o gerente da Granel, Luiz Carlos Dresch, cada viagem de um comboio apto a transportar grãos de Ladário (MS) até a Argentina, tem capacidade de carga equivalente a 30 mil toneladas, o que significaria a retirada de mil caminhões das estradas. “A vantagem seria refletida no fluxo dos portos de Santos e Paranaguá, além dos expressivos benefícios ambientais e econômicos”, enfatiza Dresch.

O consultor da BM&F, João Pedro Cuthi Dias, reconhece o potencial de escoamento pelos rios, mas enfatiza a necessidade de uma legislação entre os países do mercosul. “É necessário diversificar a rota dos produtos agrícolas e uma regulamentação direcionada para a logística nas hidrovias, que faça com que os países tenham regras quando transportarem seus produtos pela água”, afirma Cuthi Dias ao considerar como “ineficiente” o acordo assinado pelo Governo do Brasil, Bolívia, Argentina, Paraguai e do Uruguai, em 1992, referente às regras de navegação.

O único produto no Mato Grosso do Sul que se utiliza exclusivamente das hidrovias para sua exportação é o minério de ferro, que em 2012 exportou 4,3 milhões de toneladas para os países vizinhos e nesse ano já soma 473 mil toneladas de minério despachado pelas pelos rios.

“Em parceria com outras instituições planejamos um levantamento sobre as vantagens e possibilidade de escoamento de grãos pelas hidrovias do Estado, abordando inclusive os custos com a logística. Assim que concluído o estudo, pretendemos apresentar uma nova alternativa viável de escoamento”, afirma o diretor de relações institucionais da Famasul, Rogério Beretta.