Canais de Notícia

Agrobussines

Publicada em 16/05/2013

Presidente da Petrobras prevê demanda maior de gasolina e diesel

Segundo Graça Foster, serão necessários pelos menos 5% a mais de diesel e 3,2% a mais de gasolina para suprir o mercado interno até dezembro.

Agência Senado

A presidente da Petrobras, Graça Foster, prevê que até o fim do ano aumentará a demanda por combustíveis no Brasil. Segundo ela, serão necessários pelos menos 5% a mais de diesel e 3,2% a mais de gasolina para suprir o mercado interno até dezembro. Graça participou ontem de audiência conjunta promovida pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI).

A executiva garantiu que será possível atender a ­necessidade extra importando menos combustível devido à melhoria da eficiência.

“Vamos produzir mais gasolina e diesel sem aumentar o número de refinarias no momento. Vamos importar menos e nosso custo médio ficará menor”, afirmou.

De acordo com a presidente da Petrobras, tem havido sucessivos recordes de refino de petróleo no primeiro trimestre. Nesse período, segundo ela, a companhia obteve um lucro líquido de R$ 7,7 bilhões e um lucro operacional de R$ 9,8 bilhões. Graça também disse que a empresa fez investimentos de cerca de R$ 18 bilhões nos primeiros três meses do ano.

O crescimento da demanda de combustíveis no Brasil está acima da média mundial há anos. Entre 2000 e 2012, a procura por gasolina no Brasil cresceu 73% contra 17% no mundo. No mesmo período, o consumo de diesel no país subiu 52%, contra 31% nos outros países.

A presidente da Petrobras comemorou o fato de a empresa ter aparecido, segunda-­feira, entre as mais bem avaliadas em gestão e governança, sendo classificada como “forte” pela agência Standard & Poor´s. Das 310 empresas analisadas, apenas 7 receberam essa classificação.

Dobro da produção

A compra de ações da companhia foi recomendada por Graça, que anunciou a duplicação da produção de petróleo e gás em sete anos, passando dos atuais 2,2 milhões de barris por dia para 4,2 milhões de barris por dia. Ela destacou a captação de recursos no mercado internacional feita na segunda-feira pela empresa: US$ 11 bilhões.

Em relação à polêmica envolvendo a Pesa, subsidiária da Petrobras na Argentina, Graça disse que existe uma proposta para a compra, mas ainda não há decisão. A eventual venda tem gerado especulações sobre a compra pelo empresário argentino Cristóbal López, que seria ligado à presidente da Argentina, Cristina Kirchner. O negócio foi alvo de críticos que questionaram o elevado gasto feito na aquisição diante do baixo valor de venda ­negociado.

A presidente da Petrobras mostrou-se otimista também em relação ao pré-sal, principalmente após o recorde de produção atingido em 17 de abril, de 311 mil barris diários. A petroleira prevê alcançar 1 milhão de barris em 2017.

“O pré-sal já é uma realidade, e a produção cresce a cada dia. Descobrimos em 2006 e sete anos depois já temos 311 mil barris por dia”, destacou.

Graça esteve no Senado no mesmo momento em que, no Rio de Janeiro, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) realizava a 11ª rodada de licitações para exploração de óleo e gás natural. Foram oferecidos 289 blocos em mar e terra. Os leilões do setor estavam suspensos desde 2008 e vinham sendo adiados pelo governo, que esperava pela aprovação da nova lei dos royalties.