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Agrobussines

Publicada em 13/05/2013

Uso e ocupação do solo de MS serão monitorados via satélite

Sistema SIGA WEB foi lançado nesta quarta-feira (8).

Famasul

Florestas, plantio de grãos, pastagem plantada ou natural e todas as outras culturas que utilizam qualquer percentual do solo de Mato Grosso do Sul, serão monitoradas via satélite por meio do Projeto Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga Web), desenvolvido pela Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja/MS) e lançado nesta quarta-feira (8), na sede da Federação da Agricultura e Pecuária (Sistema Famasul).

O projeto Siga Web é uma evolução do Siga MS, que já monitora área e produção de grãos do Estado desde a safra 2009/10, mas passa a ter versão online com disponibilidade a todos interessados. Mantendo o foco na cultura de grãos, a Aprosoja/MS incorpora no projeto dados do uso do solo do Estado e ocupação por outras culturas com mapeamentos, dados gráficos.

De acordo com o diretor executivo da Aprosoja/MS, Lucas Galvan, o potencial do projeto transcende os gráficos e mapas. “Além de dados numéricos, o projeto nos auxilia no contato direto com o agricultor e com sua atividade, o que possibilita avaliar ações e trocar conhecimentos que contribuam para a rentabilidade e sustentabilidade da área destinada ao cultivo de grãos no Estado”, afirma Galvan.

Os últimos dados divulgados pelo projeto Siga MS fazem referência à safra recorde de soja e à expectativa do milho safrinha. No Estado a safra 2012/13 destinou 2 milhões de hectares para a cultura da soja e foram colhidas aproximadamente 48 sacas por hectares, gerando um volume de 6 milhões de toneladas da oleaginosa. Quanto a segunda safra de milho, os agricultores destinaram uma área equivalente a 1,4 milhões hectares, com a expectativa de produzirem média de 83 sacas por hectare e acumularem 6,8 milhões de toneladas.

O presidente da Aprosoja/MS, Almir Dalpasquale, ressalta que o Siga Web foi criado para agregar informação. “Além dos números vamos exibir por meio de uma página online, a distribuição exata de cada cultura, que passa a ser monitorada via imagens de satélite. A intenção é utilizar essas informações para elaborarmos estratégias econômicas e sustentáveis, além de disponibilizarmos com facilidade dados que possam atrair investimentos”, destaca Dalpasquale.

O projeto é desenvolvido com recursos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo (Seprotur), por meio do Fundo de Desenvolvimento das Culturas do Milho e da Soja (Fundems).

No lançamento, foram apresentadas informações da produção agrícola do Estado desde 2009 aos representantes do Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras no Mato Grosso do Sul (Ocb/MS), ADM, Monsanto, Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas (Reflore MS) e Cargill.