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Publicada em 13/05/2013

Em MS, comissão da Assembleia discute projeto sobre vinhaça

Grupo de trabalho acompanhou palestra de pesquisador da Embrapa Gado de Corte.

Da Redação

A comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul se reuniu nesta quarta-feira (8), com integrantes do grupo de trabalho formado para estudar o projeto que pretende regulamentar o armazenamento, distribuição e aplicação da vinhaça, subproduto do setor sucroenergético.

Em audiência pública promovida pela comissão em março deste ano, o diretor de Desenvolvimento do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), Roberto Rodrigues, explicou que toda a regulamentação sobre armazenamento, distribuição e aplicação da vinhaça no solo agrícola, que estão sendo discutidos no projeto de lei que tramita na Assembleia, já existe na legislação estadual, dentro do processo de licenciamento das usinas.

Na reunião desta quarta, o pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Paulo Henrique Cançado, ministrou uma palestra sobre a mosca dos estábulos, inseto que ataca bovinos. Na audiência publica de março, ele já havia falado sobre o mesmo assunto.

“A mosca dos estábulos não é um problema somente de Mato Grosso do Sul. É um problema do País. Temos registro de surtos em Goiás, Mato Grosso, São Paulo, Minas Gerais e Bahia. Não é uma situação das usinas, pois ocorrem surtos em estados que não tem cana. No Espírito Santo, por exemplo, ocorreram surtos relacionados a cultura do café. Não dá para dizer que é responsabilidade do setor sucroenergético, mas como os surtos no Estado tem ocorrido próximo as usinas, elas também fazem parte de sua solução”, comentou durante a audiência pública de março.

O pesquisador disse na época, que a entidade já tinha um laboratório em Campo Grande dedicado exclusivamente para pesquisas com a mosca do estábulo. Na instalação estão sendo acompanhadas duas colônias do inseto, uma recolhida em outro estado e uma que veio de áreas de infestação em Mato Grosso do Sul.

“Através desse acompanhamento vamos ter mais informações sobre o ciclo de vida da mosca. Também estamos estudando, ainda sem resultados conclusivos, o uso de inseticidas para uso emergencial contra o inseto, e trabalhamos para montar um sistema de monitoramento contra surtos para produtores e usinas. Esse sistema deve estar implantado em um prazo de um a dois anos”, disse em março.

A reunião na Assembleia Legislativa contou com a presença de representantes do Ministério Público Federal, da Comissão de Meio Ambiente da seccional de Mato Grosso do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MS), da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), da Embrapa e produtores rurais.

(*Com informações da Assembleia)