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Agrobussines

Publicada em 23/04/2013

Exportações de industrializados alcançam US$ 742,4 mi em 3 meses

O montante já é 27,7% superior ao do mesmo período de 2012.

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De janeiro a março deste ano, as receitas de exportações dos industrializados de Mato Grosso do Sul já alcançaram o montante de US$ 742,4 milhões, o que representa aumento de 27,7% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a receita atingiu US$ 581,3 milhões, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems com base nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O crescimento é creditado aos grupos “Papel e Celulose”, com alta de 71,2%, “Couros e Peles”, também com elevação de 71,2%, “Extrativo Mineral”, com aumento de 41%, e “Complexo Carne”, com avanço de 16,4%.

Segundo o presidente da Fiems, Sérgio Longen, com uma receita equivalente a US$ 267,8 milhões, março de 2013 registra o melhor resultado já alcançado para o mês em toda a série histórica da exportação de industrializados de Mato Grosso do Sul. “Comparado com os resultados de igual mês, ao longo da série, vale ressaltar que de janeiro de 2009 até agora foram registradas 37 quebras de recorde nas receitas de exportação. O que equivale a dizer que o recorde mês a mês, ao longo desse período, foi quebrado em 72,5% das vezes. Além disso, a participação do setor industrial em tudo o que foi exportado pelo Estado nos três primeiros meses deste ano chega a 66,2%”, reforçou.

Sérgio Longen destaca ainda que o desempenho observado de janeiro a março de 2013 se deu sobre uma forte base de comparação, pois, em igual período nos anos de 2010, 2011 e 2012, as receitas totais da exportação de industrializados alcançaram US$ 376,5 milhões, US$ 577,6 milhões e US$ 581,3 milhões, respectivamente. “Esses valores indicam, deste modo, que de 2010 a 2013 no intervalo considerado, a exportação de industrializados cresceu, em média, 18,5%”, informou, prevendo que, com a manutenção desse ritmo, as receitas de exportações de industrializados devem encerrar o ano acima dos US$ 3 bilhões.

Grupos

Com relação aos grupos que mais apresentaram crescimento, o de “Celulose e Papel” teve expansão de 71,2% graças ao início das atividades da nova planta de celulose do Estado, que dobrou a capacidade nominal de produção sul-mato-grossense, permitindo que novos clientes fossem atendidos e, principalmente, que os tradicionais compradores da celulose produzida em Mato Grosso do Sul pudessem ampliar ainda mais os volumes de suas aquisições. Na primeira condição, observou-se que em relação à igual período do ano passado, são 22 novos destinos para os produtos do grupo “Papel e Celulose”, proporcionando uma receita adicional equivalente a US$ 12,3 milhões, enquanto, em relação à segunda condição, países como a China, Holanda, Itália e Coréia do Sul aumentaram suas compras em US$ 47,7 milhões, US$ 22 milhões, US$ 18,4 milhões e US$ 5,7 milhões, respectivamente.

Já o grupo “Couros e Peles” obteve como receita de exportação de janeiro a março deste ano o valor de US$ 35,8 milhões, apontando um crescimento nominal de 71,2% sobre igual período de 2012, quando a receita obtida foi igual a US$ 20,9 milhões. Em relação ao volume, foram exportadas mais de 11,7 mil toneladas, indicando, na mesma comparação, uma elevação de 77,7%. Os destaques ficaram por conta das vendas de outros couros bovinos e bubalinos não divididos e úmidos com US$ 21,3 milhões ou 59,6% da receita total do grupo, couros bovinos inteiros “wet blue” tamanho igual ou inferior a 2,6 m² com US$ 6 milhões ou 16,9% e outros couros bovinos e bubalinos divididos e úmidos com US$ 4,8 milhões ou 13,3%. Já os principais compradores foram China, Itália, Hong Kong e Vietnã.

No caso do grupo “Extrativo Mineral”, a elevação observada se deu em função dos aumentos ocorridos no volume embarcado e preço médio da tonelada do minério de ferro. Em relação ao volume, o total vendido ao exterior no período de janeiro a março de 2013 alcançou 669,5 mil toneladas, resultado 20% maior que o obtido em igual intervalo de 2012, enquanto o preço médio da tonelada, na mesma comparação, apresentou variação de 18%, saindo de US$ 78 para US$ 92,3. Proporcionando, deste modo, uma receita adicional equivalente a US$ 18,1 milhões. Adicionalmente, o fraco desempenho no ano anterior foi, em boa medida, influenciado justamente pelas dificuldades encontradas no escoamento do minério pela hidrovia do Rio Paraguai. Condição que, a princípio, parece não se repetir neste início de ano.

Quanto ao grupo “Complexo Carne”, a expansão foi proporcionada pelo aumento das receitas obtidas com as carnes desossadas e congeladas de bovinos, pedaços e miudezas comestíveis congelados de frango, carne congelada de frango não cortada em pedaços, carnes desossadas frescas ou refrigeradas de bovinos, bexigas e estômagos de animais, exceto peixes, outras miudezas comestíveis congeladas de bovinos e frango em carcaça que, somados, apresentaram um crescimento de US$ 36,1 milhões. Os países que mais contribuíram para o desempenho observado foram Hong Kong, Venezuela e Japão, que, somados, geraram uma receita adicional equivalente a US$ 34,5 milhões.