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Publicada em 15/04/2013

Biosul reitera previsão de crescimento de 18% da safra de cana de MS

Presidente da entidade ministrou palestra nesta quinta-feira em workshop em Dourados.

Anderson Viegas

O presidente da Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul), Roberto Hollanda, reiterou nesta quarta-feira (11), em workshop, em Dourados, a 225 quilômetros de Campo Grande, a previsão de que o Estado na safra 2013/2014 deve processar 44,1 milhões de toneladas de cana, o que representa um crescimento de 18% frente ao ciclo 2012/2013, quando foram moídas 37,3 milhões de toneladas.

Hollanda, entretanto, comentou que a exemplo do que ocorreu nos anos anteriores, os canaviais sofrem com a falta de chuvas, que ficaram bem abaixo da média histórica, entre os meses de novembro de 2012 e janeiro de 2013, principalmente na região da grande Dourados, o que deve afetar em um patamar ainda não mensurado a nova safra.

Neste ciclo, o presidente da Biosul aponta que o parque industrial do Estado deverá ganhar mais duas novas unidades, passando de 22 para 24 plantas em operação. Em razão desses greenfields e dos projetos de expansão de outras plantas, a área cultivada com cana em Mato Grosso do Sul deve ter nesta safra um incremento de 15%, chegando a 738 mil hectares, sendo 626 mil hectares de áreas de corte.

A produtividade agrícola, conforme Hollanda, deve ter um pequeno incremento, 2,47%, subindo de 68,7 toneladas de cana por hectare para 70,4 toneladas de cana por hectare e a qualidade da cana processada, medida pelo teor de açúcar total recuperável (ATR), deve aumentar de 136,8 quilos por tonelada para 138,8 quilos por tonelada, uma alta de 1,42%.

O mix de produção deste ciclo deve ser mais alcooleiro do que o anterior, com 64% da produção de cana sendo destinada a fabricação de etanol. A produção de etanol total, de acordo os dados apresentados pelo presidente da Biosul na palestra, deve subir 22,8% em comparação com o ciclo passado, de 1,915 bilhão de litros para 2,352 bilhão de litros.

Já o fabricação de açúcar deve ter alta de 26,4%, de 1,741 milhão de toneladas para 2,197 milhões de toneladas e a exportação de bioeletricidade ter uma elevação de 27%, saltando de 1.292 GWh para 1.682 GWh.

Nesta sexta-feira o workshop tem sequência com palestras voltadas para a área industrial do setor.