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Publicada em 22/03/2013

Aplicação de estimulantes eleva produtividade da soja em 0,4 sc/ha

Pesquisador apresentou dados sobre ganho de produtividade no Circuito Aprosoja/MS.

Famasul

A cada 1% de aumento na velocidade de germinação, a partir de 70% (porcentagem ideal para um grão saudável), há um incremento na produtividade de 0,4 sacas por hectare. A afirmação é do pesquisador, Orlando Carlos Martins, que durante o Circuito Aprosoja MS, em Ponta Porã, apresentou a palestra: Como produzir 108 sc/ha de soja com altíssima rentabilidade econômica. Aproximadamente 250 pessoas, entre estudantes de agronomia e produtores rurais, participaram do evento.

“Não existe uma receita fixa, ela oscila de acordo com a realidade de cada produtor rural. O que é notável na maioria das propriedades é a necessidade do estabelecimento de novos níveis críticos de nutrientes no solo e na folha”, ressaltou Martins ao defender um novo equilíbrio hormonal dos grãos, que facilite a alta produtividade.

Em sua maior experiência, ocorrida no município de Correntina (BA), Martins chegou a registrar produtividade de 108 sc/ha e com o preço da saca equivalente a R$ 55,00, obteve um faturamento bruto de aproximadamente de R$ 5,9 mil por hectare, a um custo de R$ 2,2 mil. O que ocasionou um lucro líquido por hectare de R$ 3,7 mil. Para um experimento viável, o pesquisador recomenda que o produtor rural utilize cerca de 10 hectares de sua propriedade, aplicando nessa área estimulantes adequados à qualidade da semente, com o controle rigoroso de pragas e doenças.

“Nosso interesse em trazer essas informações ao produtor sul-mato-grossense é o de acumular experiências e gerar curiosidades quanto as técnicas que podem ser aplicadas na produção de soja e milho de MS. Além da representação política, temos a função de aumentar a competitividade e a rentabilidade do agricultor”, destacou o presidente da Associação dos Produtores de Soja de MS (Aprosoja MS – Sistema Famasul), Almir Dalpasquale.

No evento Orlando Martins tratou de resultados de pesquisas aplicadas nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo. O palestrante esclareceu que para o aumento da produtividade deve haver maiores investimentos em fertilizantes e que o custo de produção deve se manter quanto a aquisição dos fungicidas e inseticidas, arrendamento da terra e plantio.

“O plantio cruzado (com fileiras que se cruzam) não é sinônimo de produtividade, porém, na maioria dos nossos experimentos essa técnica apresentou maior rendimento quando conciliada de adubação orgânica”, destacou Martins. O pesquisador integra o Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), uma entidade sem fins lucrativos que tem por objetivo aumentar a produtividade média de soja do Brasil, dos atuais 47 para 67 sacas por hectare.

Dados apresentados ocorrida por Martins indicam que os maiores índices de produtividade da soja e do milho foram registradas nos Estados Unidos, com números equivalentes a 449 sacas por hectare de milho, na safra de 2011, e de 174 sacas por hectare de soja, na safra de 2008.