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Publicada em 08/08/2018

Reflexos da cheia do Pantanal devem afetar a pecuária de MS até 2019

Cheia no Pantanal provocou a retirada de 1 milhão de cabeças de gado das áreas mais baixas.

A cheia na região do Pantanal deste ano deve impactar a pecuária de Mato Grosso do Sul pelo menos até 2019. A previsão é do presidente do Sindicato Rural de Corumbá, Luciano Aguilar. O município tem o maior rebanho de gado de corte do país, com 1,571 milhão de cabeças, segundo o Censo Agro do IBGE, e produz cerca de 40% dos bezerros que saem para a engorda anualmente no estado.

Em razão da enchente, Aguilar disse que do rebanho do município, cerca de 1 milhão de cabeças teve que ser retirada das áreas mais baixas que foram alagadas nas regiões do Nabileque, Jacadigo e Abobral, entre outras. Essa movimentação, conforme ele, vai prejudicar a reprodução dos animais, impactando na quantidade de bezerros para a próxima temporada.

Aguilar aponta ainda que com base em estudos de instituições com a Embrapa, a cheia deste ano causou um prejuízo aos produtores de aproximadamente R$ 350 milhões e provocou, o prolongamento por duas vezes do prazo de vacinação contra a febre aftosa, que terminou no último dia 30 de julho, tendo os criadores até 15 de agosto para fazer a comunicação oficial a Iagro.