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Publicada em 31/03/2015

Classe média rural precisa de oportunidade , diz ministra

Katia Abreu detalhou o programa de mobilidade social no campo.

Do Mapa

A ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) afirmou, nesta segunda-feira (30), que a classe média rural não precisa de benesses, mas de oportunidades. Ela deu detalhes sobre o programa que está sendo elaborado pelo Mapa para aumentar a renda das pequenas propriedades por meio de assistência técnica e extensão.

“Nossos produtores têm toda a condição de subir na vida. O que está faltando a eles não é nenhuma benesse, mas um pacote de oportunidades. Não se trata de caridade. O que queremos é deixá-los fortes e independentes, que eles aprendam a se agrupar para aumentar a renda”, afirmou a ministra.

Kátia Abreu fez a declaração após assinar um Termo de Cooperação Técnica com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O objetivo da parceria é agregar valor a seus produtos e serviços e ampliar a renda dos pequenos agropecuaristas.

Melhorar a produtividade

A ministra afirmou que, diferentemente das cidades - que contam com 50% de sua população na classe média - o campo tem apenas 16% de produtores nesta faixa de renda. Os 6% agropecuaristas mais ricos são responsáveis por 70% de toda a produção nacional, enquanto os 78% das faixas D e E produzem apenas 9%. “Essa distorção é inaceitável”, comentou.

O novo programa visa a aumentar a produtividade dos pequenos agricultores, que geralmente não têm competitividade porque pagam caro pelos insumos e vendem a preços baixos seus produtos. A melhora na performance dessas propriedades, porém, ocorrerá sem aumento do desmatamento, garantiu Kátia Abreu.

“Nós não queremos, não podemos e não devemos desmatar mais”, afirmou. “Se melhorarmos a performance desses produtores, teremos condições de aumentar a produtividade sem desmatar, mas com assistência técnica e extensão rural”.