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Publicada em 19/03/2015

Porto de Antonina volta a carregar navios de açúcar

Produto volta a passar pelo porto paranaense.

APPA

O Porto de Antonina voltou a ser uma porta de saída do açúcar ensacado brasileiro. Depois de um ano com o mercado em baixa, o produto volta a passar pelo porto paranaense com a perspectiva de exportar um volume maior do que 2012 e 2013 somados.

O primeiro carregamento de açúcar no Porto de Antonina começou esta semana e totaliza 17 mil toneladas de produto proveniente do interior de São Paulo, com destino para Angola. Até o final do ano, espera-se que passem por Antonina cerca de 200 mil toneladas de açúcar.

Agora, o plano é diversificar as cargas. A retomada da movimentação de outros produtos no porto é fruto de um plano de investimentos na área. “Fizemos a dragagem de Antonina, que devolveu os 10 metros de profundidade do canal. Com isso, navios maiores e de diferentes cargas poderão atracar no porto. Vamos aumentar o portfólio de produtos negociados, o que fortalece a economia local”, afirma o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino.

Nos últimos quatro anos, o Porto de Antonina passou por um forte crescimento na sua movimentação de cargas, especialmente na exportação de fertilizantes. Em 2010, foram 300 mil toneladas de movimentação geral, sendo 130 mil de fertilizantes. Já nos últimos dois anos, o porto movimentou cerca de 1,5 milhão de toneladas de fertilizantes.

Agora, com o início da safra da cana-de-açúcar na metade do ano, o movimento deve se intensificar. “A nossa expectativa é superar os patamares anteriores na exportação do produto”, complementa o diretor-comercial do terminal Ponta do Félix, Cícero Simião. A previsão é de que cerca de 20 navios embarquem o produto ainda este ano.

Reflexos

Maior movimento de carga também significa mais trabalho e renda para a população e comércio local. No primeiro semestre, isso já pôde ser observado em Antonina. “A volta desta atividade para a Antonina é fundamental para o porto e para os trabalhadores da cidade”, afirma o diretor do Porto de Antomina, Luiz Carlos de Souza. “O embarque do açúcar ensacado demanda mais trabalhadores que a operação com fertilizantes, por exemplo, o que fortalece a mão-de-obra local”, completa.

De acordo com o diretor do Órgão Gestor da Mão de Obra do Porto de Antonina, Edenoir Batista, a notícia é animadora para os cerca de 320 TPAs (trabalhadores portuários autônomos). “Este primeiro embarque de açúcar já movimentou a mão-de-obra local. São 300 famílias impactadas pela retomada das atividades”, avalia Batista.