Canais de Notícia

Agrobussines

Publicada em 04/02/2015

Setlog-MS afirma que o momento é de negociação com o Poder Público

Entidade discute redução do ICMS para o diesel e fim de nova taxa de vistoria do Detran/MS.

Do Setlog-MS

O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas e Logística de Mato Grosso do Sul (Setlog-MS), Cláudio Cavol, se pronunciou sobre a manifestação contra a visita da presidente Dilma Roussef à Campo Grande, nesta terça-feira (3) que ocasionou o bloqueio da BR-163 na altura do anel viário, que dá acesso as saídas para Três Lagoas, São Paulo, Cuiabá e Sidrolândia, ocasionando um congestionamento de mais de 15 quilômetros, com a interdição dos quatro sentidos da pista.

“O momento é de negociação e não de paralisação. Todas as portas de diálogo estão abertas com o Governo do Estado, onde já realizamos duas reuniões e estamos acompanhando o grupo de estudos sobre a viabilidade da redução de 17 para 12% do ICMS sobre o óleo diesel, que foi uma das promessas do governador de MS Reinaldo Azambuja. O Setlog-MS entende que tem que se esgotar todas as formas de diálogo, antes que ingressemos na justiça, mas sempre sem prejudicar quem está trabalhando, que é o caso dos caminhões em trânsito nas rodovias. Somos também absolutamente contra a taxa de vistoria obrigatória aos caminhões a partir de 5 anos de fabricação, imposta pelo governo estadual anterior , que além de onerar em 5 UFERMS por emplacamento, vai fazer com que o setor de transporte perca vários dias por ano em vistorias que normalmente já são realizadas pela PRF e pelo DNIT nas estradas”, explicou o presidente do Setlog-MS.

O Setlog-MS que hoje conta com 250 empresas de transporte associadas em Mato Grosso do Sul, com uma frota de aproximadamente 36 mil carretas, também se manifestou quanto aos reflexos econômicos e a situação atual do país:

“O combustível aumentou, num período em que o petróleo está 50% mais barato que nos últimos 8 meses para cobrir um rombo na má administração da Petrobrás – um reflexo para o consumidor que chegará em até 40 dias quando todas as tabelas de frete virarem, ocasionando aumento entre 10 a 15% sobre o transporte de produtos supermercadistas e entre 20 a 25% no transporte de produtos primários como soja, milho e algodão que estão em início de colheita agora. Para o interior do Estado os preços ficarão ainda maiores com relação ao transporte, calculados entre 4 e 5% acima do valor pago pelo frete aqui para a Capital”, destacou Cláudio Cavol.