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Publicada em 20/11/2014

Brinco com chip causa polêmica entre os pecuaristas da antiga ZAV

O governo de Mato Grosso do Sul investiu R$ 27,9 mi no novo sistema.

Do Sindicato Rural de Bela Vista

Reunidos em Antônio João, na última terça-feira (18/11), pecuaristas dos municípios que integram a antiga Zona de Alta Vigilância (ZAV), da fronteira de Mato Grosso do Sul, questionaram a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) sobre o novo sistema eletrônico (brinco com chip) que fará o monitoramento da saúde e do trânsito do gado no estado.

Em 2008, o sistema de rastreabilidade bovina foi implantado na região, em virtude de um foco de febre aftosa registrado no município de Eldorado, em 2005. E, desde então, segundo os pecuaristas, vem atendendo às exigências do Ministério da Agricultura e Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Os pecuaristas reclamam que a Iagro implantou o novo sistema sem consultar a categoria e as entidades representativas (sindicatos e Famasul). O presidente do Sindicato Rural de Bela Vista, Marcelo Loureiro, explica que os produtores não são contra o sistema, mas é preciso que ele funcione com eficiência, sem prejudicar o produtor. “O sistema eletrônico apresenta falhas, e nós não podemos ser cobaias de testes. Também é preciso a garantia de que o gado com brinco de chip tenha maior valorização no mercado, uma vez que o controle sanitário realizado na antiga região da ZAV tornou-se uma referência internacional”, disse.

O governo de Mato Grosso do Sul investiu R$ 27,9 milhões no novo sistema. Os primeiros animais a receberem a identificação eletrônica foram do município de Mundo Novo. O novo brinco possui um chip capaz de armazenar informações como cor, raça, espécie, sexo e dados do proprietário.