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Agrobussines

Publicada em 15/09/2014

Eleições e mercados sinalizam tendência positiva para os canaviais

Presidenciais sinalização defesa da produção de etanol.

Da AFCP

As posições adotadas pelos principais presidenciáveis em relação à defesa da produção do etanol nacional, como forma de enfrentamento à crise do setor sucroenergético, traz esperanças em relação as futuras políticas federais sobre o combustível à base de cana. O fim da crise depende e muito dessa transformação, pois foi a falta de tais ações nos últimos anos que projetaram a atual decadência.

Atrelado a isso, outra tendência favorável que se projeta ao setor é o próprio mercado mundial de açúcar, etanol e bioeletricidade, demandando ainda mais consumo de alimento, combustível e energia. Contudo, o Brasil deve se preparar estruturalmente para aproveitar tal necessidade consumidora planetária, sob pena de perder as oportunidades que se configuram.

O tema será abordado nesta terça-feira (16), no Recife, na 3ª Feira de Negócios dos Produtores Nordestinos de Cana (Norcana), às 18h, pelo professor da USP, Marcos Fava Neves, estudioso em agronegócio. A palestra será proferida na Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP) – órgão de classe responsável pela realização do evento.

Neves trará um panorama da situação atual do agronegócio e do setor de cana dentro e fora do país, e as oportunidades que se abrem ao Brasil para se consolidar como potência alimentaria e bioenergética mundial. Também apontará as tendências de crescimento vertiginoso do consumo de alimentos, combustíveis e energia nas próximas décadas no mundo. Dentro desse contexto, visualizando o Brasil como principal fornecedor mundial de alimentos, o professor entende que o país precisa agir para se consolidar em tal posição efetivamente.

“É preciso uma ampla gama de reformas estruturantes que nos transformem em uma sociedade mais competitiva”, diz o docente, endossando que as ações devem se direcionar principalmente para o setor de cana. Ele justifica a posição dizendo que é este segmento com ampla perspectiva evolutiva diante da demanda dos crescentes mercados de açúcar, etanol e bioeletricidade, logo, este é o setor que necessita de diversas medidas para se preparar a atender os mercados internacionais pujantes.