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Publicada em 04/09/2014

Aumento de mistura de etanol na gasolina representará ganhos para o consumidor, meio ambiente e saúde pública

Avaliação é da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica)

Da Unica

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) considera acertada a decisão do Senado Federal em aprovar a Medida Provisória 647, que aumenta o percentual da mistura de etanol anidro na gasolina, de 25% para 27,5%. Para a entidade, não há razão para alarmismo e manifestações prematuras uma vez que todas as partes interessadas estão diretamente envolvidas.

É importante ressaltar que o programa de testes para o aumento da mistura de etanol para 27,5% é coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), com acompanhamento permanente dos Ministérios da Indústria, Comércio e Desenvolvimento (MDIC), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), do INMETRO, da Petrobras, do setor sucroenergético, da ANFAVEA, da ABRACICLO. A ABEIFA, também faz parte do grupo, mas pouco tem colaborado e praticamente não participa das reuniões a respeito do tema.

Cabe lembrar também que a MP apenas amplia a banda legal de mistura e não está implícito que entrará em vigor imediatamente. Portanto, a Unica aguarda os resultados finais dos estudos técnicos solicitados pelo Governo Federal e que estão sendo realizados pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (Cenpes) da Petrobras sobre o impacto da mudança na mistura nos equipamentos, na potência e na emissão de gases nocivos pelos motores de automóveis à gasolina.

O impacto no preço da gasolina para o consumidor final, já que o preço do etanol é inferior ao da gasolina, e os ganhos importantes em termos ambientais, de saúde pública e até para a balança comercial brasileira, estão entre as principais vantagens a favor dessa medida.

A aprovação do aumento da mistura reduziria a necessidade de importação de nafta e de gasolina pela Petrobras, vendida no mercado doméstico abaixo do preço internacional. Desde 2011 a companhia importou quase 9 bilhões de litros de gasolina gerando um déficit à balança comercial do País.

O setor sucroenergético, que passa por uma das maiores crises de sua história, se beneficiaria com um aumento da demanda interna de etanol anidro superior a 1 bilhão de litros.

Além disso, diversos estudos comprovam que o etanol de cana-de-açúcar reduz as emissões de gases de efeito estufa em até 90%, quando comparado ao consumo de gasolina.

Já com relação à saúde pública, o uso do etanol nas regiões metropolitanas, segundo estudo desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP), proporciona queda significativa do número de internações e óbitos decorrentes de doenças respiratórias e cardiovasculares.