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Agrobussines

Publicada em 04/08/2014

Primeira usina de etanol de milho de MS deve ser lançada em setembro, diz prefeito de Chapadão

Planta da Biorja vai produzir além de etanol, DDGS, CO2 e cogerar energia.

Anderson Viegas

A pedra fundamental da primeira usina de etanol de milho de Mato Grosso do Sul deve ser lançada já em setembro em Chapadão do Sul, pela Biourja do Brasil Agroindustria, segundo calendário apresentado ao prefeito do município, Luiz Felipe Barreto de Magalhães.

Conforme Magalhães, na semana passada a empresa apresentou, em audiência publica convocada pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia (Semac) e Instituto de Meio Ambiente do estado (Imasul), o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) e o projeto de instalação da unidade.

O prefeito destacou que se trata de um projeto pioneiro no país, em que a planta utilizará como matéria-prima para a produção de etanol somente o milho. “O Brasil tem outras duas usinas que produzem etanol a partir do milho, mas elas são flex, e moem também cana-de-açúcar para processar o biocombustível. A que teremos em Chapadão do Sul vai processar somente milho”, comenta.

Magalhães diz que o município tem uma expectativa muito positiva em relação ao empreendimento, porque deve utilizar mão de obra local, consumir parte da produção de milho dos agricultores locais e dinamizar vários setores da economia. “Os empreendedores garantiram que não vão verticalizar, vão se concentrar somente na planta industrial. Dessa forma outros setores vão ser beneficiados. Além dos agricultores, as empresas que fazem o transporte e as que fazem a estocagem desse milho”, comenta.

O prefeito ressaltou ainda que após a obtenção do licenciamento do projeto, que a empresa deve fazer uma captação de recursos para o empreendimento e em seguida iniciar as obras. A projeção, repassada pelos investidores, é de que a construção da planta demore pelo menos um ano.

O projeto

Segundo o Rima, o projeto da Biourja prevê a instalação no município de uma usina de etanol hidratado e anidro, utilizando como matéria-prima o milho, e ainda de farelo de milho de alto valor proteico (Dries Destilled Grain with Solubles – DDGS), dióxido de carbono (CO2) e cogeração de energia.

De acordo com o relatório, a Biourja do Brasil Agroindústria é uma empresa integrante do grupo Biourja, que foi constituído em 2011, com a finalidade de promover investimentos na produção de etanol no Brasil, especialmente em Mato Grosso do Sul.

Os empreendedores têm a intenção de utilizar no Brasil a tecnologia de produção de etanol utilizada pelas usinas americanas e, com isso, promover uma maior organização da cadeia do milho no estado.

Conforme o Rima, a Biourja estima utilizar no processamento 343 mil toneladas de milho por ano para produzir etanol, DDGS, dióxido de carbono e cogerar bioeletricidade.