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Agrobussines

Publicada em 31/07/2014

Especialista prevê ascensão para pecuária e diz que países desenvolvidos comem conceitos

Análise foi feita durante palestra no Circuito Expocorte, em Campo Grande.

Da Famasul

Em 10 anos o consumo de carne aumentará em 60 milhões de toneladas levando em consideração mudanças no hábito alimentar e o crescimento da renda mundial. Isso causará à supervalorização da arroba do boi e em 30 anos a carne se tornará artigo de luxo. A previsão do diretor do WAF - World Agriculture Forum, Osler Desouzart, abriu a programação do Circuito Expocorte, etapa Campo Grande (MS), nesta quarta-feira (30), no Centro de Convenções Albano Franco. O evento é realizado pela Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS e Verum Eventos.

Para um público de aproximadamente 1000 pessoas, Desouzart garantiu que a China terá influência direta nos rumos da pecuária e da agricultura brasileira e afirmou que 57% do crescimento no consumo de carne será representado pela Ásia, enquanto que os países desenvolvidos responderão por 16% e a América Latina, 19%. “Países desenvolvidos param de comer carne e passam a comer conceitos. Quanto ao Brasil, além de exportador, em 2022 se tornará o segundo maior consumidor de carne, superando inclusive o ‘planeta’ China”, pontuou o especialista durante a palestra ‘Cenário da pecuária de corte: 2014 é um divisor de águas?’.

Desenhando o cenário agropecuário com tendências bastante positivas, Desouzart esclareceu que em oito anos os principais países produtores de carne se manterão no topo e 15 países responderão pela produção de 70% da carne no mundo.

Sobre a demanda os grãos brasileiros, a palestra de abertura da Expocorte, etapa Campo Grande, mostrou que a produção de ração na China aumentará as importações de milho e diminuirá os estoques mundiais a partir de 2015. “A próxima década será de progressão para o agronegócio e os grãos terão níveis firmes”, destacou Desouzart.

Utilizando-se de Mato Grosso do Sul para descrever o potencial agropecuário brasileiro, o presidente da Famasul, Eduardo Riedel, afirma que há espaço e potencial para expandir. “A competitividade do produtor rural sul-mato-grossense tem atingido âmbito internacional com o aumento da produtividade, da qualidade e o empenho da indústria frigorífica instalada. O mercado brasileiro cresceu muito, mas ainda está aquém do potencial de produção”, destaca Riedel, ao posicionar o Estado como protagonista na pecuária brasileira.

A programação da noite desta quarta-feira (30) inclui a apresentação do programa Mais Inovação, do Senar/MS - Serviço de Aprendizagem Rural, que apresentará formas e cases de recuperação de pastagens degradadas no Estado. A palestra para apresentação do Mais Inovação será realizada nesta quarta, às 19h. Já na quinta-feira (30), a programação inicia às 8h, com a palestra “Planejamento genético na prática: eficiência e ambiente” e finalizará às 19h, com leilão.