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Publicada em 25/07/2014

Canavieiro?s entregam pleito ao candidato ao governo de PE

Reabertura das usinas Cruangi e Pumaty é solicitada a Armando.

Da AFCP

A AFCP e o Sindicape, entidades que reúnem 12 mil produtores de cana no Estado, entregaram suas reivindicações ao candidato ao governo estadual Armando Monteiro, ontem (23), na esperança de que o político, o qual é conhecedor do setor, e, nos últimos anos, tem ajudado a classe enquanto senador, possa colaborar na restauração da agroindústria canavieira pernambucana.

A Associação dos Fornecedores (AFCP) e o Sindicato dos Cultivadores de Cana (Sindicape) entregaram ao candidato a governador do Estado, Armando Monteiro, reivindicações de curto e médio prazo, na intenção de que o político, se eleito, possa revalorizar o setor sucroenergético. Durante a reunião, nesta quarta-feira (23), no escritório do senador, no bairro da Ilha do Leite, no Recife, os agricultores conversaram por cerca de uma hora com o candidato, defendendo cada item da pauta apresentada.

Foram apresentadas cinco propostas. Três emergências e duas de médio prazo. A reabertura das usinas Cruangi e Pumaty, localizadas na Zona da Mata Norte e Sul respectivamente, é uma das demandas de curto prazo. “Fechadas em 2012 e 2013, cerca de 8 mil empregos diretos deixaram de existir na região”, pontuou Alexandre Andrade Lima, presidente da AFCP. A proposta consiste não na compra das usinas pelo Estado, mas sim que possa arrenda-las para duas cooperativas de canavieiros, possibilitando o funcionamento delas, e, consequentemente, a retomada da produção industrial e a geração de empregos e impostos novamente, e aquecendo ainda o comercio dessas localidades.

Outra proposta emergencial defendida foi a imediata redução do ICMS para o etanol combustível, produzido em Pernambuco. Hoje o tributo é de 25%, onerando o preço final do produto para o consumidor nos postos de abastecimento. Esta política de incentivo fiscal, já tem sido realizada nos estados de São Paulo e em Minas Gerais, onde o tributo é de 12% - menos da metade do que é cobrado em Pernambuco.

“Essa política contribui para a cadeia sucroenergética, mas também com toda a população, devido ao etanol mais barato. Além disso, contribui com a natureza, estimulando o consumo do combustível limpo e renovável, emitindo 90% de CO2 a menos em relação a gasolina, que é fóssil e não renovável, diz Lima. A manutenção e a ampliação do Programa Estadual de Apoio ao Pequeno Produtor, que consiste na distribuição de fertilizantes para o incremento da produtividade agrícola desses agricultores, também foi apresentada pelos representantes do setor. https://ssl.gstatic.com/ui/v1/icons/mail/images/cleardot.gif

Em relação aos pleitos de médio prazo, o setor canavieiro requereu que seja retomado os estudos técnicos de dois projetos específicos: o Projeto Águas do Norte e o Polo Canavieiro do Sertão. O primeiro visa atenuar os efeitos do déficit hídrico da Zona da Mata Norte Pernambucana, através de micro bacias de acumulação, visando o uso múltiplo da água, com abastecimento urbano, piscicultura, hortifrutigranjeiro e cana irrigada.

O segundo projeto consiste na volta de estudos para viabilizar plantações de cana ao longo do Canal Sertão Pernambuco, no Sertão do São Francisco. "O pleito entregue a Armando visa atenuar a crise que afeta a agroindústria canavieira em Pernambuco, e, consequentemente, a maioria das cidades produtoras de cana, que convive com altas taxas de desemprego e demais problemas socioeconômicos ligados à acentuada decadência do setor sucroenergético”, finalizou Lima.