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Agrobussines

Publicada em 03/07/2014

Tecnologia auxilia na identificação de animais mais doceis no rebanho

Melhor temperamento pode ser uma das saídas para maiores ganhos.

Da assessoria

Com o avanço de outras atividades no agronegócio, a pecuária a cada dia vem se utilizando de novas tecnologias a fim de tornar sua produção mais tecnificada e mais competitiva. Este uso implica também numa maior intensificação do contato entre homem e animal, o que aumenta a procura por indivíduos que possuam um melhor temperamento e que facilitem assim não só o manejo, mas a produtividade do animal, pois um animal bravo produz menos leite, ganha menos peso, tem menor desempenho reprodutivo, menor resposta à imunidade, menor resistência a ecto e endoparasitas, o que pode aumentar o risco de acidente de trabalho e, causa sobretudo, queda no rendimento do pecuarista"

A medição da reatividade, método que ajuda na identificação de animais de melhor temperamento costuma ser feita ainda nos primeiros meses de vida, período justamente onde o animal possui menos contato com os humanos.

Segundo o médico veterinário, Argeu Silveira da Genética Aditiva – empresa sul-mato-grossense que há algum tempo utiliza deste tipo de medida em sua seleção, detendo assim o maior banco de dados de temperamento da raça nelore no mundo – apesar do fator ambiental, o objetivo é selecionar linhagens de bom temperamento, separando assim esses indivíduos dos demais.

“A medição é feita entre 4 a 8 meses e apenas uma vez na vida do animal. Queremos encontrar quem apresenta comportamento diferente no lote e verificar ai quais as medidas que esse animal possui e assim separar os de pior temperamento que posteriormente serão descartados“, explica.

Na seleção do rebanho da empresa, mais outras 25 características são analisadas, pois a intenção é produzir animais que possam ser superiores, isto é, com capacidade de repassar aos seus filhos atributos econômicos importantes, como fertilidade, peso e qualidade de carcaça.

“O espaço está cada dia menor e mais competitivo e por isso precisamos agregar ferramentas, através do uso da ciência, que tragam mais retorno para a atividade. Você não vê um agricultor comprando semente de qualidade duvidosa, por exemplo, e o mesmo deve valer para a compra de um reprodutor na pecuária. Precisa saber que tipos de ganhos que você terá com ele, quais os principais atributos serão repassados para sua produção, antes de fazer a aquisição”, ressalta o veterinário.

Medindo a reatividade na prática

O reateste consiste numa avaliação dos animais por meio de um aparelho conectado à balança e ao computador. No momento da pesagem, o aparelho capta a reatividade do animal por 20 segundos, e os dados ficam armazenados no computador através de um software específico.

“Após a aferição encaminhamos todos os dados ao programa de melhoramento genético ANCP, tornando este mais um artificio da seleção, trazendo a tecnologia a nosso favor e a serviço dos ganhos econômicos da pecuária”, finaliza Argeu.

Dia 2 de agosto, a Genética Aditiva, oferta em seu 11º Megaleilão, mais de 800 reprodutores fruto de sua minuciosa seleção genética. O remate acontece a partir das 11hs (Brasilia), com transmissão do Canal do Boi, em Campo Grande/MS.