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Agrobussines

Publicada em 30/06/2014

Agricultores familiares dobram produção de leite no leste de MS

Realizado pela Fibria, o programa contempla produtores de Brasilândia e Três Lagoas

Da Fibria

Com aumento de 100% na produção de leite, os agricultores familiares que participam do Programa de Desenvolvimento Rural e Territorial (PDRT), comemoram os resultados e contam com o reforço da tecnologia da Vaca e Rufião Móvel para melhorar a atividade.

Realizado pela Fibria, o PDRT promove o desenvolvimento local por meio do fortalecimento das associações comunitárias, focando o apoio às cadeias produtivas por meio da capacitação das comunidades. Entre as atividades do programa estão o cultivo do urucum, mandioca, abóbora, hortaliças, legumes e a melhoria do manejo da pecuária leiteira. Atualmente 640 famílias, que residem em sete assentamentos nas localidades, são beneficiadas pelo programa.

Do total de participantes, 52 famílias de agricultores, residentes nos assentamentos da região de Brasilândia, e 42 famílias no entorno do Distrito de Arapuá, em Três Lagoas, desenvolvem atividades com manejo de gado leiteiro. “No início do programa, quando identificamos a existência da pecuária nos assentamentos, a consultoria técnica realizou um diagnóstico, com a coleta de amostras de solo e estudo detalhado de cada lote, que mostrou o que poderia ser feito para potencializar a produção de leite”, explica a consultora de sustentabilidade Evânia Lopes.

O manejo iniciou na realização da recuperação da pastagem, piqueteamento e o rodízio do gado. “As vacas produziam cerca de três litros por dia porque a pastagem estava rala e muitas vezes o gado gastava muita energia para se alimentar percorrendo uma longa distância, o que no final, não rendia uma boa produção de leite”, explica Adriano Arruda, consultor técnico do PDRT.

Por meio do diagnóstico e acompanhamento da consultoria, os resultados melhoraram e hoje, os agricultores conseguiram uma constante lactação do rebanho, o que resulta, em média, a produção de sete litros de leite diários por animal. “Hoje, temos em média, 2.200 litros diários de leite produzidos pelas 94 famílias, e esse resultado é fruto da parceria desenvolvida entre os produtores rurais, consultores técnicos e a Fibria”, comenta Evânia.

Com o aumento da produção, os produtores tiveram incremento na renda. Atualmente, o litro do leite varia em média, de R$ 0,70 a R$ 0,90, os principais compradores são laticínios particulares da região.

Mais qualidade

Há três meses, a Fibria, por meio programa Rede Responsável, firmou parceria com o Sebrae/MS e Instituto BioSistêmico (IBS), para que os agricultores familiares recebam atendimentos técnicos e especializados por meio da Vaca Móvel e Rufião Móvel.

O programa Rede Responsável tem o objetivo de compartilhar os investimentos e ações socioambientais entre a Fibria, seus fornecedores, clientes e demais empresas empenhadas no desenvolvimento local.

Com o apoio de técnicos especializados, o Vaca Móvel dispõe de equipamentos para a realização de diferentes testes referentes a qualidade do leite, em que é possível recomendar ajustes nutricionais, além de orientar medidas sanitárias para o rebanho. “Nessas visitas, não são feitos apenas testes, mas também conscientizamos e orientamos os criadores, pois devido a quantidade de lotes, é importante que eles não fiquem dependentes somente da unidade, mas que adquiram conhecimento para potencializar a sua produção”, explica o coordenador técnico veterinário do IBS, Fabiano Galli.

Na semana passada, os participantes do PDRT se reuniram durante um Dia de Campo, para compartilhar algumas demonstrações e dicas de cuidados sanitários. “Parecem coisas simples, como a descontaminação das mamas da vaca até a forma de armazenamento do leite, mas que no final, garantem mais qualidade para o nosso produto”, diz o presidente da Associação de Pequenos Produtores Rurais do Reassentamento Pedra Bonita, em Brasilândia, Artur Mendes da Silva.

Além da unidade Vaca Móvel, o PDRT também disponibiliza o Rufião Móvel, que é equipado com aparelho de ultrassom para a realização de exames no rebanho, permitindo a sincronização das matrizes, diagnóstico de gestação, seleção e classificação de matrizes. “Essa tecnologia permite um diagnóstico rápido e consequentemente, uma solução também, o que melhorou o rendimento reprodutivo do gado”, complementa Galli.

Melhoramento de matrizes

Em meados de julho os agricultores familiares também participarão do programa de inseminação artificial por tempo fixo (CRIATF), que propõe o melhoramento genético do rebanho. Segundo o coordenador do IBS, serão realizadas cerca de 500 inseminações até o final do ano para os produtores que atuam junto ao PDRT.