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Publicada em 28/05/2014

Mesmo com a cheia, pantaneiros mantém vacinação contra a aftosa

Produtores com dificuldades para retirar o gado estão comercializando os animais.

Sindicato Rural de Corumbá

O nível da cheia no Pantanal de Corumbá ainda é suportável para a pecuária, principal atividade da região, apesar das dificuldades para movimentação do gado para áreas altas ou o planalto por faltas de estradas, já cobertas pelas águas. O presidente do Sindicato Rural do município, Luciano Aguilar Leite, informou que os pantaneiros com dificuldades para retirar o gado estão comercializando os animais.

“O Rio Paraguai atingiu os 5,22 metros em Ladário e estamos em alerta, observando o comportamento das águas em outras regiões”, disse o dirigente ruralista. “No entanto, a situação ainda é normal, o gado está saindo a pé, há uma grande mobilização em toda a região mais alagada, e muitos pecuaristas estão optando pela venda, aproveitando os bons preços de mercado”, completou.

Vacinação

Luciano Leite disse que o sindicato rural está monitorando toda a região inundada, em parceria com a Embrapa Pantanal e com base em informações dos próprios associados que enfrentam a cheia, e adiantou que nesse momento não há necessidade de uma medida mais extrema, como declarar a situação emergencial. “A vacinação contra a febre aftosa segue normalmente o calendário”, observou.

A prefeitura de Corumbá já se manifestou em apoio aos pantaneiros, em caso de ocorrência de uma cheia mais forte, segundo o presidente do sindicato. Ele frisou que a realização de um leilão na Fazenda Novo Horizonte, região não atingida pelas águas na Nhecolândia (leste de Corumbá), neste sábado, beneficiará os pecuaristas que optaram pela venda de bovinos. O leilão comercializará quatro mil animais.