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Publicada em 21/05/2014

Projeto Agora faz pausa para revisão estratégica de sua forma de atuação

Projeto é considerado o maior voltado para a comunicação e marketing integrados do agronegócio.

Unica

Criado em 2009 e ganhador de diversos prêmios de expressão nacional, o Projeto AGORA, que reúne 18 entidades e empresas da cadeia produtiva da cana-de-açúcar, vai fazer uma pausa em suas atividades para desenvolver um novo modo de atuação. A decisão tornou-se inevitável após o forte ajuste orçamentário anunciado hoje pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), que inicialmente desenvolveu o projeto e vem hospedando e operacionalizando suas iniciativas desde o princípio.

“Além de contribuir com o principal aporte de recursos, a UNICA cedia suas instalações e profissionais, o que permitia ao AGORA executar suas iniciativas. Com a perda de parte dessa estrutura devido aos ajustes orçamentários anunciados hoje, será preciso rever essa forma de viabilizar o AGORA,” explica a presidente da UNICA, Elizabeth Farina. Ela frisa que a maioria dos integrantes do AGORA deseja a continuidade do Projeto, hoje considerado o maior voltado para a comunicação e marketing integrados do agronegócio brasileiro.

A pausa nas atividades do AGORA terá início após a realização da Cerimônia de Entrega do 5º Prêmio TOP Etanol, marcada para o dia 2 de junho no Grand Hyatt Hotel em São Paulo. O TOP Etanol, uma das principais iniciativas anuais do AGORA, é considerado um dos 10 principais prêmios brasileiros para profissionais de comunicação pela conceituada newsletter Jornalistas & Cia, dedicada ao mercado da comunicação. A edição deste ano do evento vai receber os três principais pré-candidatos à Presidência da República. Aécio Neves, Dilma Rousseff e Eduardo Campos terão a oportunidade de discursar sobre seus planos para o setor sucroenergético, caso eleitos.

Farina deixa claro que a paralisação temporária do Projeto AGORA é consequência direta da crise que vem impactando o setor sucroenergético nacional nos últimos anos e que agora afeta também a UNICA, maior entidade associativa do setor no Brasil. Para ela, a situação tem suas raízes nas políticas públicas inadequadas adotadas pelo governo, que subsidia a gasolina e tira a competitividade do etanol.

“Essa realidade vem sendo apresentada ao governo sistematicamente e detalhadamente há muito tempo, por enquanto sem uma reação adequada, mesmo com dezenas de usinas fechando suas portas e mais de 30 em estado pré-falimentar. Os efeitos chegaram ao Projeto AGORA, realizador de dezenas de ações importantes e positivas, entre elas projetos educacionais que já impactaram mais de 4 milhões de estudantes em 10 estados brasileiros,” finaliza a presidente da UNICA.

Participam hoje do Projeto AGORA as empresas BASF, Bayer, Dedini, FMC, Monsanto e Syngenta, as associações de produtores de etanol, açúcar e bioeletricidade de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Maranhão e Pará, a Organização dos Plantadores de Cana-de-Açúcar da Região Centro-Sul do Brasil (Orplana) e o Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (CEISE-Br).

As discussões sobre uma nova forma de conduzir o Projeto terão início com a próxima reunião do AGORA, marcada para o dia 29 de maio em São Paulo.