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Publicada em 21/05/2014

Roberto Rodrigues assume presidência do conselho da Unica

Rodrigues substitui o ex-ministro chefe da Casa Civil e presidente da Bunge Brasil, Pedro Parente.

Da Unica

Em Assembleia Geral realizada hoje na sede da entidade, as empresas associadas à União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) elegeram os representantes dos Conselhos Deliberativo e Fiscal para o mandato 2014-2016. Os associados também confirmaram a indicação do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues para presidir o Conselho Deliberativo e a economista e ex-presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), Elizabeth Farina, permanece na Presidência Executiva da entidade, cargo que ocupa desde novembro de 2012.

Rodrigues substitui o ex-ministro chefe da Casa Civil e presidente da Bunge Brasil, Pedro Parente, que exerceu a presidência do Conselho Deliberativo da UNICA desde abril de 2012. O cargo deixa de ser ocupado por um representante de empresa associada e passa a ser exercido por Rodrigues, na qualidade de profissional contratado pela associação.

Assumem como novos conselheiros o diretor do Grupo Alto Alegre e atual presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Luis Carlos Corrêa de Carvalho, e o empresário Riccardo Nardini, do Grupo Nardini. O CEO da Biosev, Rui Chammas e o diretor comercial da empresa, Enrico Biancheri, também passam a ocupar formalmente as duas cadeiras indicadas pela Biosev no Conselho Deliberativo da UNICA.

Deixa o Conselho o executivo Antonio Carlos Previte, do Grupo Ferrari, que passa a ocupar o cargo de conselheiro fiscal da UNICA. O mesmo Conselho Fiscal terá a participação do executivo do Grupo São Martinho, Guilherme Fontes Ribeiro.

A Assembleia também definiu os integrantes dos Conselhos Deliberativo e Fiscal do Sindicato da Indústria do Açúcar do Estado de São Paulo (SIAESP) e do Sindicato da Indústria da Fabricação do Álcool no Estado de São Paulo (SIFAESP). O empresário do Grupo São Martinho e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), João Guilherme Sabino Ometto, permanece na presidência dos Conselhos do SIAESP, acompanhado do presidente do Conselho Deliberativo da Copersucar, Luis Roberto Pogetti, no cargo de secretário e do vice-presidente da Bunge Brasil, Martus Antonio Rodrigues Tavares, no cargo de tesoureiro.

Já o SIFAESP passa a ter na presidência o diretor global para cana-de-açúcar do Grupo Tereos, Jacyr da Silva Costa Filho, acompanhado do vice-presidente da Raízen, Pedro Isamu Mizutani, como Secretário, e do diretor da Odebrecht Agroindustrial, Amaury Eduardo Pekelman, no cargo de tesoureiro.

Ajuste orçamentário

A Assembleia Geral de Associados da UNICA aprovou uma redução no valor das contribuições associativas para as indústrias instaladas no Estado de São Paulo, de R$ 0,13 por tonelada de cana processada cobrados na safra passada para R$ 0,06 por tonelada processada na safra 2013/2014. Para indústrias instaladas fora de São Paulo, o valor cai de R$ 0,06 para R$ 0,045 por tonelada.

A redução foi justificada pela necessidade de adequação das contribuições à realidade econômico-financeira das indústrias sucroenergéticas que, desde 2008, vêm sofrendo grande perda de competitividade em razão de políticas públicas adotadas para o setor de combustíveis, que incluem a redução da carga tributária sobre os derivados de petróleo comercializados no País e a comercialização de gasolina subsidiada.

Além disso, ainda em função do ajuste orçamentário, foi comunicada aos associados uma redução no quadro de colaboradores da UNICA envolvendo 11 profissionais de diversos setores, que se desligarão da entidade nas próximas semanas. Entre os desligamentos está o do diretor de Comunicação Corporativa da UNICA, Adhemar Altieri, que ocupava o cargo desde novembro de 2007 e deixará a entidade em 30 de junho de 2014. Com o desligamento, a diretoria de comunicação da entidade será extinta.

Etanol Celulósico

A Assembleia aprovou uma importante alteração no estatuto da UNICA, que passará a admitir a associação de empresas produtoras de etanol de segunda geração (2G), ou celulósico, desde que produzido a partir de resíduos e subprodutos da cana-de-açúcar. A alteração reflete os investimentos já realizados em 2G por diversas empresas associadas da UNICA, além de viabilizar o ingresso no quadro de associados de produtores dedicados exclusivamente ao etanol 2G.