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Publicada em 10/04/2014

Setor lácteo discute mudanças no guia do Ministério da Saúde

Na avaliação da cadeia produtiva, documento traz informações equivocadas sobre recomendações de consumo de leite e produtos derivados.

Da assessoria

Representantes da cadeia produtiva de lácteos irão propor mudanças no Guia Alimentar da População Brasileira, documento do Ministério da Saúde que traz recomendações para uma alimentação saudável no Brasil. O material, que está em fase de consulta pública até o dia 7 de maio, tem preocupado o setor, por trazer informações equivocadas sobre leite e derivados, o que pode desestimular o consumo destes produtos.

O tema foi discutido nesta quarta-feira (9/4), na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em encontro que reuniu produtores, indústrias e nutricionistas. As propostas do setor serão consolidadas em um documento, que deve ser validado nesta quinta-feira (10/4), em reunião extraordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Na proposta elaborada pelo setor lácteo, serão apresentados argumentos científicos para mostrar que os produtos lácteos são tão saudáveis quanto outros produtos recomendados pelo guia, como os produtos in natura. Pelo guia, apenas o leite pasteurizado foi classificado como recomendável para uma alimentação saudável. Outros itens como queijos e bebidas lácteas adocicadas, devem ser evitados, segundo a versão inicial do documento do ministério.

“Vamos propor mudanças para tudo aquilo que não tiver um forte embasamento científico”, disse o presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA e da Câmara Setorial do Mapa, Rodrigo Alvim. Convidada para o encontro, a nutricionista Suely Prieto, doutora em Nutrição pela Universidade de São Paulo (USP), avalia que não apenas os produtos lácteos, mas qualquer outro tipo de alimento, não trazem riscos à saúde, desde que consumidos de forma equilibrada. “Quando se tem uma dieta balanceada, tudo pode ser consumido sem riscos à saúde, assim como qualquer alimento em excesso pode fazer mal”, justifica.

Também participaram da reunião representantes da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), da Associação Brasileiras das Indústrias de Queijo (ABIQ), e da Viva Lácteos, entidade recém-criada que engloba as principais indústrias brasileiras de laticínios.