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Agrobussines

Publicada em 13/03/2014

Agricultores terão de aprender a conviver com a Helicoverpa

A afirmação da pesquisadora foi direcionada aos produtores rurais de Chapadão do Sul.

Da assessoria

Diante da resistência que a lagarta Helicoverpa armigera tem apresentado aos inseticidas e do longo prazo necessário para o desenvolvimento de pesquisas relacionadas ao combate desta praga, a doutora em entomologia, Jurema Rattes, enfatiza que os agricultores brasileiros terão de aprender a conviver com a lagarta. A afirmação da pesquisadora foi direcionada aos produtores rurais de Chapadão do Sul, durante a abertura da Tecnoagro 2014, organizada pela Fundação Chapadão.

De acordo com Jurema, que leciona aos estudantes de agronomia da Universidade de Rio Verde (GO), agricultores e pecuaristas precisarão de estratégias que amenizem os prejuízos causados pela Helicoverpa armigera, lagarta que ataca principalmente as lavouras e reconhecida pelo alto poder destrutivo. “A Helicoverpa não será eliminada tão brevemente. Temos no Brasil inseticidas eficientes, mas a cada safra ela cria resistência e torna necessária a rotação, uma vez que o inseticida utilizado para eliminar a praga nesta safra já não terá o mesmo efeito na safra seguinte”, considera Jurema.

A pesquisadora afirma que o desenvolvimento de um novo inseticida, com fórmula que combata ou diminua o potencial destrutivo da lagarta Helicoverpa, leva em torno de 10 anos e que não há registros recentes de pesquisas com esta finalidade. “Por não se ter eficiência no combate da lagarta, será necessário o monitoramente contínuo na safrinha do milho, já que a praga ataca diretamente a espiga e dificulta ainda mais o controle”, alerta Jurema.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja de MS (Aprosoja/MS – Sistema Famasul), Mauricio Saito, as pesquisas desenvolvidas pela Embrapa, Fundações MS e Chapadão vão colaborar com os agricultores do Estado e inibir o impacto causado pela Helicoverpa nas lavouras. “Temos pesquisadores e entidades que atuam diariamente para a evolução da agricultura e cumprem com o papel da pesquisa, de apresentar opções de desenvolvimento e possibilitar ao homem empreendedor novos investimentos”, enfatizou o presidente da Aprosoja/MS, Mauricio Saito, ao considerar a pesquisa como responsável pelo avanço da economia nacional.

O diretor tesoureiro da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), Almir Dalpasquale, desafiou durante a Tecnoagro 2014, que as Fundações de pesquisa do Estado ampliem os municípios atendidos pelas pesquisas relacionadas a produtividade e controle de pragas. “Reconheço a excelência dos trabalhos desenvolvidos pelas entidades de pesquisas do Estado, mas precisamos ampliar os produtores assistidos pelas pesquisas e levar mais rapidamente os resultados a campo”, provocou Dalpasquale.

Além dos representantes da Famasul e Aprosoja, participaram da abertura da Tecnoagro, evento de tecnologias para o campo, o presidente da Fundação Chapadão, Adriano Loeff, o deputado estadual, Marcio Monteiro, o secretário adjunto da Secretaria de Estado de Produção e Turismo (Seprodur), Paulo Engel, o prefeito de Chapadão do Sul, Luís Felipe Barreto de Guimarães, a presidente da câmara de vereadores do município, Rosemari da Cruz, a assessora jurídica da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento de Tecnologia (Fundect), Wania Gobbi e o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea/MS), Jary de Carvalho.