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Publicada em 06/03/2014

Fevereiro tem forte queda e IPC de Campo Grande fecha em 0,70%

Aumento nas tarifas de água e esgoto impediu que índice ficasse ainda menor.

Da assessoria

A inflação na cidade de Campo Grande, no mês de fevereiro, foi de 0,70%, sofrendo forte queda em relação ao mês de janeiro, que foi 1,18%. O coordenador do Núcleo de Pesquisas Econômicas da Anhanguera-Uniderp, Celso Correia de Souza explica que em todo mês de fevereiro, a inflação começa a recuar: “neste ano, o recuo só não foi maior em função do aumento da tarifa de água e esgoto, em média de 5,59%. Apesar desse recuo, a inflação foi bem mais alta do que a de fevereiro de 2013, que chegou a 0,19%”. Apesar dos números, Souza sinaliza que a tendência é de queda nos índices os próximos meses.

Os grupos Habitação, Despesas Pessoais, Transportes e Vestuário apresentaram os maiores índices de inflação, de 1,21%, 0,81%, 0,66% e 0,63%, respectivamente, e os outros grupos ficaram dentro da normalidade. “Nenhum grupo apresentou deflação. Desse modo, a inflação acumulada em doze meses é de 4,61%, acima do centro da meta do Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%. O acumulado do ano de 2014 está em 1,89%”, avalia o coordenador.

O índice de preços do grupo Habitação apresentou forte inflação de 1,21% em seu índice. Alguns produtos deste grupo que sofreram altas de preços foram: esponja de aço 7,94%, DVD 7,43%, sabão em barra 6,27% e taxa de água e esgoto 5,59%, entre outros com menores altas. Quedas de preços neste grupo ocorreram com limpa vidros (-11,27%), fogão (-9,87%), saponáceo (-6,92%), entre outros com menores quedas.

Com moderada inflação, o grupo Alimentação fechou o mês de fevereiro com índice de 0,37%. Aumentos nos preços que ocorreram em alguns produtos desse grupo foram: beterraba 38,57%, melancia 36,18%, repolho 28,99%, entre outros com menores aumentos. “Registramos fortes quedas de preços com: farinha de mandioca (-15,24%), limão (-12,46%), pimentão (-9,94%) e fígado bovino (-9,74%)”, cita Correia.

No item Carnes do grupo Alimentação, a maioria dos cortes de carne bovina sofreu fortes quedas de preços. “Somente quatro cortes tiveram aumentos. As maiores baixas foram: fígado (-9,74%), alcatra (-6,21%), filé mignon (-6,17%) e coxão mole (-5,19%). As altas de preços foram com: acém 3,21%, vísceras de boi 1,90%, patinho 0,64% e lagarto 0,03%. O frango resfriado teve aumento de 1,77% e miúdos de frango, aumento de 1,20%. Quanto à carne suína, o pernil teve aumento de preço com 1,09% e quedas ocorreram com bisteca (-7,04%) e costeleta (-1,43%)”, lista o coordenador.

A pesquisa observou forte inflação no índice do grupo Transportes. “A média é de 0,66%, devido a aumentos de preços da mão de obra de manutenção de automóveis 10%, aumento do diesel 1,19%, entre outros com menores aumentos. Quedas de preços ocorreram com: pneu novo (-1,29%), automóvel novo (-1,27%), gasolina (-0,24%) e etanol (-0,12%)”, informa o pesquisador da Anhanguera-Uniderp, José Francisco Reis Neto.

Já o Grupo Educação, apresentou pequena inflação, de 0,17% devido a aumentos de preços de produtos de papelaria de 1,6%.

O grupo Despesas Pessoais, apresentou forte inflação em seu índice, de 0,81%, devido a aumentos nos preços de clube 7,51%, fio dental 6,79%, creme dental 1,39%, entre outros com menores aumentos. Quedas de preços ocorreram com absorvente higiênico (-3,75%), Xampu (-1,85%) e produto para limpeza de pele (-1,20%).

Com moderada inflação, o grupo Saúde fechou fevereiro com índice de 0,34%. “Os produtos/serviços que aumentaram de preços foram: exame de laboratório 4,27%, material para curativo 2,54% e antimicótico e parasiticida 0,01%. Já os produtos que tiveram quedas de preços foram: radiografia (-0,64%), anti-infeccioso e antibiótico (-0,14%) e antigripal e antitussígeno (-0,06%)”, exemplifica Reis Neto.

“Por fim, no grupo Vestuário observamos alta inflação da ordem de 0,63% em relação ao mês de janeiro. Aumentos de preços que ocorreram neste grupo foram: calça comprida feminina 5,78%, sapato masculino 4,90%, sandália/chinelo masculino 4,63%, entre outros com menores aumentos. Quedas de preços ocorreram com: camiseta feminina (-9,75%), camiseta masculina (-5,39%), vestido (-4,19%), entre outros com menores quedas.”, encerra o pesquisador.

Inflação Acumulada

A inflação acumulada nos últimos doze meses na cidade de Campo Grande foi de 4,61%, acima do centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) que é de 4,5%, com uma tolerância de ±2% para o ano de 2014. “A inflação acumulada na cidade nestes dois primeiros meses de 2014 é de 1,89%, cuja tendência, do nosso ponto de vista, é caminhar para o centro da meta do CMN, de 4,5% no final de 2014”, avalia o coordenador do Núcleo de Pesquisas Econômicas da Universidade Anhanguera-Uniderp, Celso Correia de Souza.

Nesses últimos doze meses as maiores inflações acumuladas por grupos foram: Vestuário 8,07%, Educação 7,82%, Alimentação 5,92%, Despesas Pessoais 5,52% e Saúde 5%, todos com inflações superiores à inflação acumulada nesses últimos doze meses, que foi de 4,61%. Os outros grupos ficaram com inflações abaixo da inflação acumulada nos últimos doze meses. Nestes dois primeiros meses do ano de 2014, destacam se o grupo Educação com 7,42% de inflação acumulada e Vestuário com (-0,40%), o único grupo com deflação.

Os dez mais e os dez menos do IPC/CG – Os dez produtos que mais contribuíram para a elevação da inflação do mês de dezembro foram: Taxa de água/esgoto, Mão de obra de manutenção de automóveis, Arroz, Clube, Ovos, Calça comprida feminina, Linguiça fresca, Papel higiênico, Acém e Óleo de soja. Os dez produtos que mais contribuíram para a queda da inflação na cidade de Campo Grande foram: Alcatra, Bebidas alcoólicas, Automóvel novo, Costela, Azeitona, Camisa masculina, Paleta, Pneu, Fígado e Biscoito.

O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) é divulgado, mensalmente, pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas da Universidade Anhanguera-Uniderp.