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Agrobussines

Publicada em 18/02/2014

Entidade alerta quanto ao ataque percevejo barriga-verde na safrinha

Fundação MS aponta como produtor rural pode se prevenir da praga.

Da assessoria

A Fundação MS está intensificando o trabalho de orientação do agricultor que for plantar milho safrinha em relação aos riscos do ataque do percevejo barriga-verde as lavouras. Segundo a entidade, a praga é muito comum na cultura e ataca diretamente as sementes, prejudicando o desenvolvimento da planta e sua produtividasde.

O pesquisador de fitossanidade da Fundação MS, José Fernando Grigolli, explica que o milho, no início de seu desenvolvimento, é mais sensível ao ataque da praga. “O percevejo barriga-verde pode perfurar a semente e, se isso atingir o embrião, pode ocasionar problemas no desenvolvimento das plantas. Além disso, ele pode injetar toxinas que causam alterações fisiológicas, ocasionando um aspecto chamado de ‘encharutamento’”, ressalta.

Prevenção

Segundo o pesquisador, a principal forma de evitar que essa praga prejudique o andamento do cultivo é o monitoramento constante das lavouras. “É preciso saber quantas pragas existem no momento da semeadura, para que possam ser feitas ações de controle”, enfatiza.

Uma das formas de monitorar o percevejo é criando armadilhas. Para confeccioná-las, é necessário colocar aproximadamente 300g de grãos de soja em um recipiente com água limpa, de 10 a 15 minutos. Depois, é preciso escorrer a água e adicionar meia colher de chá de sal de cozinha e misturar bem.“Após a realização desses procedimentos, basta dividir o produto final em 10 recipientes e distribuir na área, no mesmo dia da preparação e cobri-las com palha. A avaliação deve ser realizada no dia seguinte do posicionamento das armadilhas, baseando-se no número de percevejos encontrados”, comenta o pesquisador.

Grigolli afirma também que a aplicação de inseticidas deve ser realizada em até 10 a 15 dias após a semeadura. Aplicações posteriores não resultam em bom controle, por conta das “picadas” já realizadas pela praga e que podem interferir no desenvolvimento das plantas. Ele lembra, ainda, que é essencial o auxílio de profissional capacitado para a utilização dos produtos em cada propriedade.