Canais de Notícia

Agrobussines

Publicada em 09/12/2013

Produtor Rural de MS é legalista, afirma Riedel durante leilão

Riedel ressaltou que o setor não pode mais ser prejudicado com as invasões.

Famasul

O Leilão da Resistência é além de um simples evento, é um ato para marcar o que temos feito ultimamente que é resistir, com objetivo de trabalhar, de manter o produtor rural dentro da sua atividade. A afirmação é do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Sistema Famasul), Eduardo Riedel, que durante a abertura do movimento realizado neste sábado (7), na Associação de Criadores de MS (Acrissul), classificou os produtores de MS como legalistas.

Riedel ressaltou que o setor não pode mais ser prejudicado com as invasões e caracterizou o leilão como mais uma prova de que o produtor rural brasileiro trabalha dentro da lei. "Vamos sempre trabalhar dentro da democracia, do voto e da legalidade. Mas defenderemos o que é nosso e nos manteremos firmes nessa caminhada, até virarmos essa página", destacou o presidente referindo-se às frequentes invasões às propriedades privadas de Mato Grosso do Sul.

A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, enfatizou durante o Leilão da Resistência, os obstáculos vividos pelo agronegócio ao longo da história do Brasil. "Travamos uma batalha de 10 anos com o MST, por mais quinze anos tivemos impasses com o código florestal. Agora a questão indígena". A senadora também reforçou os avanços que o setor obteve com as 19 condicionantes da portaria 303, estabelecida na demarcação da Reserva Raposa Serra do Sol (RR). "No momento, as condicionantes ainda não são de efeito vinculantes, mas reverteremos em breve", afirmou destacando a necessidade da participação dos prefeitos e governadores nos grupos de estudos de demarcação de terra, direito previsto pela portaria já avaliada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em relação à decisão judicial que impedia a realização do leilão, derrubada na última sexta-feira. A senadora afirmou que denunciará ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) por crime de parcialidade. "A juíza que julgou a situação agiu de forma truculenta e parcial. Ela é juíza dos brasileiros e não só dos índios", ressaltou.

Para o deputado federal, membro da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Ronaldo Caiado, o leilão luta contra o desrespeito com o cidadão que trabalha e produz. "O que vemos é que liminar só serve contra o produtor rural. E para mim, decisão judicial não tem que ser discutida, tem que ser cumprida", ressaltou.

Apoiaram e compuseram a mesa de autoridades durante a abertura do Leilão da Resistência a secretaria de Produção e Turismo, Tereza Cristina Correa da Costa Dias, os deputados federais, Fábio Trad e Reinaldo Azambuja, o senador Waldemir Moka, o deputado estadual, Jerson Domingos, o presidente da Acrissul, Francisco Maia, os deputados federais Luiz Carlos Heinze, Luiz Henrique Mandetta e Aberlado Lupion e o presidente da Sociedade Rural Brasileira, Cesário Ramalho da Silva.

Atualmente, Mato Grosso do Sul possui 80 propriedades rurais invadidas por indígenas.