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Publicada em 11/10/2013

MS registra 68° propriedade invadida por indígenas

No local, funciona a empresa Trator Mil, especializada em comercialização de tratores e maquinários agrícolas.

Famasul

Na manhã desta quarta-feira (09), um grupo de aproximadamente 30 indígenas da etnia Terena invadiu a chácara Boa Esperança, localizada no Km 559 da BR 262, em Miranda (MS). No local, funciona a empresa Trator Mil, especializada em comercialização de tratores e maquinários agrícolas, de propriedade de Ernesto Milani.

De acordo com o empresário, os indígenas pertencem à aldeia Moreira, vizinha da propriedade de 12 hectares e entraram na fazenda às 5h, onde estava apenas o caseiro. Apesar de empunharem armas brancas, os invasores não fizeram uso de violência. "Eles reivindicam terra, querem a propriedade e pediram a imprensa e a Funai lá", relatou.

O filho do empresário, Fernando Milani, afirma que o relacionamento com os indígenas sempre foi pacífico e está sendo mantido o diálogo. "Nossa propriedade não é território indígena e eles sempre respeitaram. Creio que o fato da proximidade da aldeia fez com que eles tenham decidido invadir, mas esta é a primeira vez que temos algum tipo de problema com eles", detalhou Milani.

No local, segundo os proprietários, há muitas peças de maquinários agrícolas, tratores, uma lancha, documentos e a residência do caseiro. A polícia já foi acionada. "Queremos agir de maneira pacífica, através do diálogo, para resolver essa situação sem problemas", ressalta Ernesto Milani.

Esta é a 68ª propriedade invadida em Mato Grosso do Sul, segundo os dados da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Sistema Famasul). No último dia 30 de setembro, produtores rurais se reuniram na sede da entidade para manifestar a insatisfação com a falta de resposta por parte do Governo Federal em buscar uma solução para o conflito de terras no Estado.

Durante a reunião, o presidente da Famasul, Eduardo Riedel destacou a urgência em solucionar a questão indígena. "Esse vácuo de poder, vindo do Executivo, do Judiciário e do Legislativo, coloca em risco a democracia e a Justiça brasileira. O problema indígena é social e não fundiário, com a falta de médicos e de assistência ", avaliou Riedel.